Depois de 36 anos separados e mais de mil quilômetros de distância, seu Francisco Cesário dos Santos, 62 anos e Claudinei Ponciano dos Santos, 36 anos reencontraram-se na tarde de quarta-feira (24), numa empresa em que a esposa de Claudinei trabalha no centro de Dracena.
Após muitas lágrimas, pai e filho finalmente puderam dar o tão sonhado abraço de reencontro.
Em 1976, quando Claudinei tinha apenas quatro meses de vida, seus pais se separam e ele junto à mãe saiu de Miranorte, Tocantins e vieram morar no interior de São Paulo, em São João do Pau D’ Alho.
Pela dificuldade de comunicação naquela época, os dois acabaram se afastando. Por vários anos, pai e filho ficaram sem notícias um do outro e sem nenhuma foto de recordação.
Em 2000, após uma conversa com os tios paternos de Americana, Claudinei conseguiu um contato do pai que continuou morando em Miranorte.
Os dois mantiveram contato telefônico por algumas vezes, sempre com a vontade de um dia poderem se encontrar. Quando mudou junto à esposa Cristiana e o filho Ruan, de sete anos para Dracena, o porteiro Claudinei perdeu novamente o contato telefônico com o pai.
Este ano, os tios de Americana após pedirem informações na rádio de Junqueirópolis sobre o paradeiro do sobrinho descobriram o novo endereço de Claudinei. Desde então, o mesmo retornou o contato com os familiares de Americana e com seu Francisco que decidiu marcar a viagem para conhecer o filho mais velho.
Claudinei conta que agora pretende manter-se cada vez mais próximo do pai e que tem planos de se mudar para Tocantins em 2013. Para ele, que completou mais um ano de vida recentemente rever seu Francisco foi o maior presente que recebeu na vida. “É como se tivesse nascendo de novo. Nada é mais agradável que ganhar um abraço dele”, afirmou Claudinei.
Ele ainda acrescentou: “não tenho mágoa pelo tempo separado, não guardo rancor. Só nos vimos quando eu era um bebê, nem me recordava do seu rosto. Desejo toda a paz e felicidade desse mundo a ele junto aos filhos e com a nova mulher que o acompanha”.
Produtor de abacaxi e pai de mais quatro filhos, seu Francisco afirma que no momento em que viu o filho o coração bateu a mil. “Não tenho o que dizer. Agora estou bem mais tranquilo. Espero que ele aceite meu convite e venha morar próximo a nós, junto aos outros irmãos”, relata seu Francisco, visivelmente emocionado.
Seu Francisco que retornou na sexta-feira (26) para Tocantins veio acompanhado do afilhado, Roni Márcio que o guiou na viagem.














