A penetração do serviço satélite voltou a acelerar nos últimos meses no Brasil. A nova classe média brasileira está ganhando cada vez mais espaço no consumo de canais fechados. Isso se deve aos preços que as redes de canais televisivos oferecem ao público.
Em Dracena e cidades da região, não é diferente. É comum ver nos telhados das residências, a presença de antenas de TV a cabo.
Segundo a Eletrônica Center, empresa do ramo de antenas de TV a cabo, instalada na cidade, a procura por TV por assinatura é constante. “O que mais as pessoas procura hoje em dia é lazer, sem sair de casa. As pessoas preferem assistir canais fechados que trás conteúdos relacionados ao gosto pessoal. É o caso de canais de entretenimento, esportes, informações. Para se ter uma ideia do crescimento, Dracena ficou em segundo lugar no Estado de São Paulo em vendas no setor de TV por assinatura, por ter atingido a meta de vendas” relatou Paulo Zancanaro, funcionário da Eletrônica.
Luiz Carlos Pantolfi, responsável pelas vendas de antenas Via Embratel da Loja Bom Jesus relatou que “a procura está grande pelo fato de o preço estar em conta. Isso faz com que as famílias tenham acesso a esses canais pela comodidade. Os canais são diferentes, trás conteúdos importantes. A qualidade da programação e imagem é inovadora”.
A reportagem ainda apurou os preços de assinaturas dessas TV por assinatura, e apontou que o valor mais baixo chega a ser de R$ 39,90 a R$ 49,90 abrangendo 89 canais. Esse pacote chega ser completo, os canais oferecem: rodadas do Brasileirão, filmes, seriados, reality show, noticiários, rádios, clipes, desenhos, vendas coletivas, entre outros.
De 2003 a 2011, o número de usuários de TV por assinatura ficou 2,6 vezes maior. Segundo o Instituto Data Popular, cerca de 5 milhões pertencem à classe “C” e 43% dos brasileiros que possuem TV por assinatura estão enquadradas na nova classe média.
A região Sudeste apresentou a maior densidade, chegando a 25,5% de domicílios. Na sequência vem as regiões Sul com 18,4%; Centro Oeste com 15,8%; Norte com 10,4% e Nordeste com 8,1%.
De janeiro a agosto, o número de adições soma cerca de 1,9 milhões de assinantes. O estudo ainda apontou as preferências dos telespectadores por informação (74%); entretenimento (48%); distração (44%); companhia (9%); acesso as fofocas (8%).
Com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a tendência no setor é aumentar, devido à procura de comodidade e alta definição na hora de ver aos jogos, fazendo despertar o interesse até mesmo de algumas produtoras de conteúdo.














