O preço do quilo do peru este ano está 12% mais caro do que no ano passado. Isso também acontece com os derivados de frango que tiveram reajuste no preço de 11%. De acordo com Eliéder Rafael, responsável pelas compras de alimentos perecíveis de um supermercado de Dracena, o aumento ocorreu porque os custos de produção subiram por conta da alta do milho e do farelo de soja, alimentos que fazem parte da ração servida às aves. O aumento do dólar nos últimos dias também refletiu no aumento.
O peru e o chéster é um dos pratos preferidos na ceia de Natal, aqueles que não quiserem abrir mão desses produtos, terão que gastar um pouco mais. O preço varia entre R$ 13,49 a R$ 16,35, o quilo, de ambos.
O aumento não é diferente na carne bovina. Quem optar pelo tradicional churrasco, no dia de Natal e no Ano Novo terá que desembolsar aproximadamente de 5% a 8% a mais do que nos últimos dias. Eliéder conta que o aumento entrou em vigor esta semana. “Produtores explicam que o gado fica confinado e isso encarece mais a carne na hora de revender aos supermercados, mas a verdade é que tudo fica mais caro no período de festas de final de ano”, diz.
As carnes de primeira, como o coxão mole; contra filé; picanha e filé mignon são as que mais sofreram o reajuste, já as carnes de segunda, como patinho; coxão duro; costela e acém não tiveram aumento expressivo.
A carne suína subiu 8%. Para o consumidor, o quilo do pernil de porco que é uma das partes mais apreciadas, está sendo vendido em média a R$ 13,29, o quilo.
Mesmo com a alta, o supermercado espera um crescimento de 15% nas vendas. “O fluxo de consumidores deverá ser mais intenso a partir do dia 23”, conclui Eliéder.














