Na próxima quarta-feira, dia 24 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Meningite. Neste grupo de doenças, destacam-se no Brasil as meningites bacterianas e, dentre elas, a doença meningocócica, que leva cerca de 20% dos pacientes a óbito, geralmente, dentro de 24 a 48 horas após o início dos sintomas.4,12

“A prevenção contra a meningite meningocócica é possível e importante. É preciso explicar que existem diferentes tipos de doença meningocócica e que a imunização é uma das melhores formas de proteção”, conta Dr. Jessé Alves (CRM-SP 71991), infectologista e gerente médico de vacinas da GSK.

Para conscientizar sobre a meningite, Pedro Pimenta, um jovem sobrevivente da doença meningocócica, se tornou embaixador e, junto com a GSK, levará informação sobre a doença.

 

Sobre Pedro Pimenta – sobrevivente da doença meningocócica

Pedro era esportista e tinha uma rotina de alimentação saudável. No ano que contraiu a doença meningocócica, estava fazendo cursinho pré-vestibular, ia para a academia, para as baladas nos fins de semana, ou seja, tinha uma vida social movimentada de um jovem de 18 anos. Estava dormindo muito pouco e, de acordo com Pedro Pimenta, isso baixou sua imunidade. Naquele ano, ele teve duas infecções na garganta que foram tratadas com antibióticos e uma mononucleose. E, no dia 11 de setembro, acabou contraindo a meningococcemia.

A doença evoluiu muito rápido e com gravidade extrema. Quando deu entrada no hospital, segundo Pedro, ele tinha menos de 1% de chance de sobreviver. A bactéria se espalhou rapidamente pela corrente sanguínea, levando a necrose de seus membros superiores e inferiores, e a necessidade da amputação dos dois braços acima dos cotovelos e das duas pernas acima dos joelhos. Pedro ficou quase seis meses internado. Superando todos esses desafios, Pedro, hoje com 28 anos, é 100% independente, mora sozinho nos EUA, dirige seu carro e viaja o mundo fazendo palestras.

“Jovem, aos 18 anos, a gente se acha invencível. Eu era o mais saudável da turma e aconteceu isso. É uma coisa que a gente não espera e que pode acometer qualquer pessoa. Essa doença evolui muito rápido, é gravíssima e altamente letal. Ou seja, é um milagre estar vivo. Mas ninguém precisa passar pelo o que eu passei. É muito importante que as pessoas se conscientizem, se vacinem e se protejam”, conta Pedro.

 

Doença Meningocócica

A Doença Meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que possui 13 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).2,4,5 Uma das formas de manifestação da doença é a meningite meningocócica, que é uma infecção das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Uma outra forma mais grave é quando a bactéria atinge a corrente sanguínea, chamada de meningococcemia.2,4,5 Se não for tratada, a meningite meningocócica é fatal em 50% dos casos e pode resultar em dano cerebral, perda auditiva ou incapacidade em 10% a 20% dos sobreviventes.4

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registradas 1.060 ocorrências no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (566 casos) e Sul (210 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados.3 Considerada uma doença endêmica no Brasil, com casos esperados ao longo de todo o ano1, a meningite meningocócica é uma infecção bacteriana grave, que pode causar sequelas e até mesmo levar a óbito.2,4 A vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra a doença.1,2

 

Transmissão

O meningococo, bactéria que causa a meningite meningocócica, pode ser transmitido de uma pessoa para outra por meio do contato direto com gotículas ou secreções respiratórias, através de tosse, espirro e beijo, por exemplo.4 Até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem ter a bactéria na orofaringe (“garganta”) e podem transmiti-la mesmo sem adoecer – são chamados de portadores assintomáticos.11,15

 

Sintomas

Os sinais e sintomas iniciais da meningite meningocócica — incluindo febre, irritabilidade, dor de cabeça, perda de apetite, náusea e vômito6 — podem ser confundidos com outras doenças infecciosas.5,6

Na sequência, o paciente pode apresentar pequenas manchas violáceas (arroxeadas) na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz.5,6 Se não for rapidamente tratado, o quadro pode evoluir para confusão mental, convulsão, sepse e choque, falência múltipla de órgãos e risco de óbito.5,6

Essa rápida evolução e início abrupto, pode levar a óbito em menos de 24 a 48 horas.5 Por isso, é tão importante a prevenção da doença.1,2

 

Prevenção

A vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra a doença.1,2 Outras formas que podem ajudar na prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.1

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, as vacinas contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e as vacinas contra os tipos A, C, W e Y.1,3,7,8 A vacina contra os tipos A, C, W e Y, por exemplo, é recomendada nos calendários das sociedades médicas a partir dos 3 meses de idade, bem como para jovens e adultos (dependendo da situação epidemiológica).7,8,14 As vacinas para a prevenção da meningite meningocócica causada pelo tipo B têm indicações de idade diferentes, porém abrangendo a faixa etária dos 2 meses aos 50 anos de idade, também recomendada pelas sociedades médicas.7,8,9,13

Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é disponibilizada para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.7,10

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança e até 23% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, podendo transmití-la para outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias, sem necessariamente desenvolver a doença.4,5,11,15

É importante lembrar que a vacinação é um recurso importante para a prevenção, não só da meningite meningocócica, mas de outras doenças infecciosas também em crianças, adolescentes e adultos.1,10,14

 

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