Uma menina de 2 anos, moradora do Jardim Santa Clara, em Dracena, está internada no Hospital Regional de Presidente Prudente ( HR) com leishmaniose visceral americana( LVA). A confirmação foi dada, ontem, 11, por Lígia Signatura, secretária municipal da Saúde de Dracena. Ela disse que recebeu a notificação e que a equipe já está desenvolvendo as ações recomendadas, como: as atividades de campo, tais como inquérito canino que abrange a coleta de sangue dos cães e a eutanásia dos animais contaminados no bairro e no local onde a criança reside.

Segundo a secretária, a doença é considerada mais grave em crianças e em idosos e por isso se torna preocupante. Lígia Signatura afirmou que a criança está sendo atendida e com suporte de um hospital de retaguarda, ressaltando que apesar de todas as ações e as orientações passadas a população de como evitar a doença, ainda são encontradas, pela cidade, matérias orgânicas em decomposição e casos de pessoas que se recusam entregar o cão para a eutanásia.

A secretária pontuou que a população precisa fazer a parte dela também, fazendo a limpeza de lugares com acúmulo de matéria orgânica em decomposição o que ajuda a combater o mosquito transmissor da Leishmaniose.

HOSPITAL REGIONAL PRESIDENTE PRUDENTE – A reportagem entrou em contato com o Hospital Regional de Presidente Prudente e recebeu a seguinte nota oficial. “O Hospital Regional de Presidente Prudente ‘Dr. Domingos Leonardo Cerávolo’ informa que a paciente em questão, uma menina de 2 anos, deu entrada na unidade no dia 30 de dezembro, sendo prontamente atendida pela equipe médica e multiprofissional. Neste momento ela encontra-se internada na pediatria da unidade e seu estado de saúde é considerado estável. A confirmação da doença deve ser feita pela Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) do município de origem da paciente, que é Dracena.”

ORIENTAÇÃO – A prevenção no combate ao mosquito palha ou birigui (Lutzomyialongipalpis) é sempre manter limpo o quintal de casa para não acumular folhas e frutos e recolher as fezes dos animais domésticos, porque o inseto se desenvolve em matéria orgânica em decomposição e ambiente úmido.

Os cuidados devem ser redobrados nesse período chuvoso, o ambiente úmido e escuro com acúmulo de material orgânico torna-se propício para o mosquito viver.

De acordo com a VE de Dracena, é fornecido aos munícipes caçambas para realizar a limpeza dos quintais e eliminar os criadouros.  Em caso de confirmação positiva da doença em humano, a VE faz a borrifação (aplicação do veneno) e manejo ambiental, no bairro onde a pessoa vive. (Com informações do repórter Marcos Maia e Letícia Pinheiro).

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