A sustentabilidade está na moda. Muitas empresas e até instituições governamentais fazem uso desta palavra para agregar valor ao seu produto ou serviços prestados.
Hoje há banco sustentável, veículo sustentável e até cachaça sustentável. O maior clichê da atualidade está vivendo uma crise conceitual, pois a sua aplicação não tem feito jus ao seu legítimo significado.
Antigamente o produto ideal tinha um ótimo preço e apresentava boa qualidade.
O consumidor pouco ou nada conhecia sobre os meios de produção e os impactos sócio-ambientais deste processo.
Porém, com o passar do tempo, o consumidor tem se tornado cada vez mais exigente, pois apresenta maior nível de conhecimento.
O acesso a informação cresceu e este fato ampliou a percepção de qualidade dos produtos pela sociedade.
A compreensão da degradação ambiental e dos fatores sociais inerentes aos sistemas de produção são fatores determinantes na escolha do que será adquirido ou preterido.
Então, para atrair os consumidores, muitos têm se autodeclarado sustentáveis. Mas, será que todos são sustentáveis?
“A satisfação das necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” é o conceito mais usual de sustentabilidade. Uma particularidade do desenvolvimento sustentável é a equivalência entre as prioridades econômicas, sociais e ambientais, visando a garantia de seu atendimento por tempo indeterminado e promovendo a inclusão social, o bem-estar econômico e a preservação dos recursos naturais. Para este modelo, vale destacar a visão holística dos processos produtivos, ou seja, não há um resultado positivo se um dos quesitos não for atendido.
A preservação ambiental foi considerada antagônica ao crescimento econômico por décadas.
No entanto, constata-se que a população tem sido negativamente afetada por desastres ambientais ligados ao aquecimento global e por descuidos com os poluentes gerados nas cidades e no campo.
Sendo assim, algumas medidas estão sendo tomadas, tanto pela iniciativa privada como pelos gestores públicos, para que haja redução do impacto ambiental nas atividades exercidas pelo homem.
Um exemplo é o projeto estratégico “Município Verde e Azul”, desenvolvido pelo Governo Paulista e que tem por objetivo a descentralização da política ambiental, agilizando a gestão ambiental e valorizando a base da sociedade. Dracena participa desse projeto e, em 2010, obteve nota 73,3 (nota máxima igual a 100), sendo o 187º colocado na classificação geral.
Considerando-se a participação de todos os 645 municípios, a posição do nosso município é boa, mas ainda há muito que melhorar.
A capital, São Paulo, mesmo enfrentando diversos problemas ambientais, ocupou a 144ª colocação.
Já o Programa Semear vai além, pois associa a realização de práticas ambientais com a ressocialização de detentos através da criação de postos de trabalho.
Esse programa foi criado pelo Instituto Brasileiro de Florestas e na nossa região é desenvolvido em conjunto pela Secretaria da Administração Penitenciária, Ministério da Justiça, Prefeitura de Dracena e várias usinas de açúcar e álcool.
É evidente o interesse da população por produtos e ações sustentáveis.
Porém, o fator econômico ainda tem se sobreposto à preservação ambiental e inclusão social.
Dessa forma não existe sustentabilidade.
É preciso embutir nos sistemas econômicos as variáveis ambientais e sociais. Sendo assim, o compromisso com as futuras gerações poderá ser honrado.














