Helder Agra Camargo, pai da estudante Lays Regina Manchine Camargo, de 18 anos, que morreu no dia 10 de abril deste ano, procurou ontem (4), a reportagem e mostrou três laudos da polícia que indicaram que a filha teve morte natural.

Segundo ele, os resultados dos laudos do exame toxicológico feito em São Paulo, necroscópico realizado em Dracena e o exame anatomopatológico em Presidente Prudente, apresentaram como resultado morte natural e desmentem comentários da época do falecimento da jovem de que ela teria sido vítima de aneurisma cerebral, envenenamento, entre outras causas.

Helder afirmou que ele e a esposa já esperavam esses resultados dos laudos.

Ele desabafou dizendo que houve muitas especulações a respeito da morte da filha que estava na flor da idade e pelo fato de ter ocorrido na chácara do namorado dela.

Lembrou que os comentários davam conta de que a morte teria ocorrido por envenenamento, droga, asfixia e até estupro, mas os laudos desmentem e concluem o caso.

“Estou com os três laudos para apresentar a quem quiser ver.

Também achava que poderia ser um aneurisma visto que a Lays sentia dores de cabeça, mas isso foi descartado, nem o álcool ou outro agente químico não foram apontados nos exames.

Infelizmente minha filha foi embora para outra dimensão, porque Deus a chamou.

Eu já sabia que o resultado do laudo seria esse em função da educação, disciplina, do respeito e o amor que eu e a mãe passamos a ela.

Os resultados tranquilizam os avós, os tios, os primos, amigos e a população que amava Lays e cala a boca de muita gente que difamou a minha filha”, afirmou o pai de Lays.

POLÍCIA CIVIL – O delegado André Luengo, da DIG que está com o caso disse ontem à tarde, que não iria comentar nada sobre os laudos. Explicou que hoje vai relatar o inquérito e, posteriormente pretende divulgar a conclusão da polícia sobre a morte de Lays.