Morreu ontem (18) às 2 horas, na UTI da Santa Casa de Dracena, a dona de casa Rosemeire do Nascimento Machado, de 33 anos, que residia no bairro Nossa Senhora Aparecida. No dia 8 de outubro (sábado) ela foi espancada violentamente pelo companheiro Valmir Farias, vulgo Pitu, que foi autuado em flagrante inicialmente por tentativa de homicídio. No dia seguinte, Rosemeire foi encontrada ferida. 

A polícia apurou que o marido além de agredir a mulher em várias partes do corpo ainda bateu a cabeça dela violentamente por várias vezes na parede. 

Ela estava internada em coma profundo e, em estado gravíssimo há cerca de dez dias.

Ontem de manhã um médico legista atestou que Rosemeire teve como causa de sua morte traumatismo crânio encefálico. 

O corpo de Rosemeire que tinha um filho de outro casamento apresentava bastante inchaço e foi sepultado às 19 horas de ontem, no cemitério do distrito de Jamaica, onde ela nasceu.  

INVESTIGAÇÃO – Na manhã de ontem, o investigador Rodrigo Freitas, da DIG/DISE/GOE de Dracena deu entrevista as rádios Globo/AM 92 e 95 FM, onde contou detalhes das diligências no caso do espancamento de Rosemeire que resultou na prisão em flagrante do companheiro, acusado do crime. 

Segundo o investigador, Rosemeire era a nona esposa de Valmir e as lesões provocadas pelas agressões atingiram principalmente a região do crânio onde havia um sangramento interno muito grande e o risco de Rosemeire morrer não era descartado. 

Após as investigações, Valmir foi preso no domingo (9) pela equipe do GOE em um bar jogando sinuca. Ele tentou negar, mas acabou confessando o crime. 

De acordo com o policial civil, Valmir alegou que agrediu a mulher por estar desconfiado de que ela estava o traindo. 

Rodrigo Freitas afirmou que o acusado alegou uma possível traição para justificar o acontecimento, porque há muito tempo vinha agredindo Rosemeire que nunca denunciou os fatos a polícia. 

Segundo o investigador, os vizinhos e familiares sabiam das agressões, mas ela nunca procurou e dessa vez ele passou das contas e confessou que deu alguns socos em Rosemeire e depois pegou a cabeça dela e bateu na parede. “Esses socos e as batidas na parede ocasionaram uma fratura em uma das costelas e traumatismo no crânio que provocaram a morte de Rosimeire. Segundo os vizinhos, Valmir e Rosemeire começaram a discutir no sábado à noite e então é provável que as agressões começaram ali. Ela passou a noite em casa sem socorro e no domingo na parte da manhã ele continuou batendo mesmo a vendo lesionada. O óbito aconteceu pela falta de socorro já que demorou muito tempo, as lesões eram grave e o médico disse que só um milagre poderia salvá-la”, disse o policial. 

Rodrigo Freitas disse ainda que os vizinhos confirmaram  que constantemente viam Rosemeire ser agredida e  a polícia foi chamada algumas vezes só que ela nunca denunciava o marido que acabou matando-a. “Ele de início confessou sem arrependimento nenhum e falou tudo que aconteceu. Tive a convicção que ele inventou que estava sendo traído porque não tinha uma justificativa plausível para explicar tanta violência. Chegou a dizer que ouviu vozes, não estava embriagado e nem drogado e sim consciente do que fazia e não foi a primeira vez. A gente fica chateado com fatos como este já que ela era uma moça quieta, tímida e retraída e foi realmente uma covardia muito grande já que a desvantagem física dos dois era muito visível. Rosemeire foi verdadeira vítima da violência doméstica, apanhou muito tempo, se calou e não procurou medida protetiva e nada o que a Lei Maria da Penha oferece. Prendemos ele, mas Rosemeire veio a falecer”, ressaltou o investigador. 

Com a morte de Rosemeire, Valmir, que foi autuado por tentativa de homicídio, passa a responder pelo crime de homicídio. Valmir está preso no CDP de Caiuá.