O tupiense Leonardo Gabani Cenedeze, de 25 anos, se prepara para as gravações do curta-metragem ‘Um olhar perdido’. O estudante de cinema do 6º termo da faculdade Anhembi-Morumbi em São Paulo é diretor de produção e de atores no filme, que está na fase de pré-produção. 

Ele conta que está envolvido no projeto escrito por Victor Hugo Leme (roteirista e diretor), desde a concepção até a sua finalização e desempenha as funções de captar recursos, coordenação, supervisão e controle na arrecadação de fundos e contratação de mão-de-obra, que neste caso é voluntária.

A ideia é enviar o filme, que será finalizado em dezembro e em janeiro estará pronto em mídia digital, para festivais de cinema nacionais e internacionais.

A dracenense Carol Tanganini, de 20 anos, também está envolvida nessa empreitada. A estudante de Rádio e TV na Anhembi Morumbi é a diretora de arte, o que significa, ser responsável pelos figurinos, cenários, cores e objetos da cena.

Os dois desejam apresentar o curta-metragem em Tupi Paulista e Dracena para divulgar o trabalho para os familiares, amigos e interessados. 

Leonardo agradece às empresas Jornal Regional e Lumi Uniformes (Tupi Paulista) pelo apoio e ao mágico argentino Fantasio, que liberou todos os seus vídeos para serem usados no filme. 

Na equipe ainda estão Thyaná Akie (assistente de direção); Lucas Marinho (direção de fotografia); Gabriel Oller (assistente de fotografia), Flávia Fonsi (assistente de Arte) e Phernanda Macedo (direção de som).

O filme será gravado em HD (High Definition). Surgiu inspirado através de uma ONG conhecida como “Doutores da Alegria” (www.doutoresdaalegria.com.br) que se constituem de atores, atrizes e médicos que visitam pacientes em hospitais do Brasil, para proporcionar o riso. A premissa básica do filme é a de um enfermeiro que tem sua vida transformada após conhecer um menino de rua que foi vítima de atropelamento. Após se dar conta da situação do garoto o enfermeiro decide aprender uns truques de mágica com o intuito de alegrá-lo. Porém o que o enfermeiro não espera é o quanto este menino irá mudar sua vida, reafirmando que os nossos verdadeiros mestres sempre serão as crianças. 

Leonardo ressalta que Fellini dizia que em um filme preto e branco a cor é preenchida pela imaginação do espectador, é a cor que vem dentro de si. “Neste filme veremos a cor que vem de dentro do enfermeiro e do garoto internado, sendo o resto tudo em preto e branco”. Ele prossegue: “Um olhar perdido não é somente um drama da triste realidade social das crianças abandonadas, mas também uma história de esperança e redenção de um homem que aprendeu a viver novamente, aprendeu a viver sob o olhar esquecido que todos nós um dia tivemos, o olhar de uma criança”.