A Polícia Civil através do Grupo de Operações Especiais (GOE) em apoio a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) prendeu ontem (31) à tarde, o podador de árvores José Carlos Gonçalves de Souza, vulgo Bita, de 46 anos, morador de Dracena. Ele é acusado de ter praticado atos libidinosos contra duas meninas, uma delas de 8 anos que é filha dele e a outra amiga dela de 12. 

O investigador Rodrigo Freitas que trabalhou na prisão juntamente com os policiais André Andrade, Daniele e Luiz, disse que Bita foi localizado quando fazia o corte de uma árvore no Jardim Brasilândia e não reagiu a prisão, sendo encaminhado e apresentado na DDM à delegada Maria Ângela Tófano Rodrigues. Bita negou a autoria dos crimes e disse estar sendo acusado injustamente. “Que eu saiba não devo nada e nunca tive se quer contato com elas. Tenho várias filhas e não sei qual delas está me acusando”, afirmou o acusado. 

A delegada Maria Ângela explicou que a investigação da DDM, diante das informações que recebeu, teve como primeira medida levar as duas vítimas até a repartição e entrevistá-las. 

Segundo a delegada, na entrevista com as meninas foi possível a polícia verificar que desde o início deste ano, José Carlos vinha atraindo as menores para a residência dele, presenteando a amiga da filha com balas, dinheiro e refrigerante, com isso assediou a menina (amiga da filha) para ir até lá nos finais de semana para companhia da filha. Ele então começou a constranger as duas com atos libidinosos e a assistir filmes pornográficos na companhia delas e as levavam para um determinado córrego na zona rural e pedia que se despissem. 

De acordo com a delegada, o acusado filmava e fotografava as meninas nuas e dentro do córrego se despia e tentava contato físico e libidinoso com a amiga da própria filha. 

A delegada Maria Ângela afirmou ainda que diante dessas situações solicitou a 3ª Vara Judicial de Dracena,  a prisão temporária de 30 dias contra José Carlos, e teve o pedido deferido pela Justiça. 

Os policiais também cumpriram mandado de busca domiciliar na casa do acusado já que as meninas contavam que ele poderia estar na posse de arma de fogo. Mesmo com a minuciosa busca, os policiais não encontraram tal arma, mas conseguiram apreender filmes eróticos. “Temos notícias que ele praticava os mesmos abusos (toques) com a filha, que se calou nas conversas com a polícia. A mãe dela achou melhor que a mesma escrevesse a situação praticada contra ela, sendo assim isso será feito”, explicou a delegada. 

Sobre o fato de José Carlos negar a autoria dos crimes, a delegada Maria Ângela entende que é o papel dele, mas os autos estão instruídos de maneira a acreditar e atribuir confiança muito grande nas palavras das vítimas e a certeza dos crimes revelados por elas. José Carlos é separado da mãe da filha que o acusa. 

Após a prisão de José Carlos, a polícia terá agora o prazo de 30 dias para concluir as investigações e encaminhar a Justiça o inquérito policial para apreciação. 

A delegada disse ainda que de acordo com a nova lei, o ato libidinoso em razão da idade da vítima é considerado estupro de vulnerável e tanto faz se houve ou não a conjunção carnal (relação) ou o ato, é o mesmo crime para as duas situações.