O Canil Setorial do 25º Batalhão da Polícia Militar com sede em Panorama completou no dia 18 de novembro seu primeiro aniversário de oficialização e reconhecimento. E, para contar um pouco da trajetória desse grupamento composto por nove cães das raças pastor alemão, pastor belga de malinois e labrador, e seis policiais, desses, cinco são operacionais e um administrativo. O canil tem previsão de dois cães que entrarão em serviço no início do ano.

O major Sílvio César Saraiva, comandante do Batalhão comentou das conquistas viabilizadas pela inovação na segurança pública que trouxe o policiamento usando cães na região. 

A saúde dos cães do canil setorial é vinculada aos oficiais da equipe de oficiais do Canil Central de São Paulo. O cabo Delgado e o soldado Alex Martins, são policiais do canil e enfermeiros-veterinários formados.  

O cão tem um único adestrador, chamado de principal, policial que o cão responderá aos comandos ensinados durante o treinamento. É possível também que outros policiais trabalhem com o animal. A vida útil de trabalho do cão é de oito anos, normalmente é o adestrador-policial quem o leva para casa. 

O comandante considera o canil uma conquista para a unidade pelo fato de trabalhar duas vertentes importantes: policiamento ostensivo e preventivo, neste último, o cão patrulha a pé com seu policial-adestrador. “Então a presença dos policiais militares com cães inibe muito”, afirma. Na parte repressiva e imediata (ostensivo), os cães são utilizados no controle e distúrbios civis, atividade chamada de ação de choque, ou seja, operações de contenção de grupos de pessoas promovendo badernas e arruaças, situação típica de estabelecimentos prisionais em caso da quebra de ordem. “O cão é excelente para este tipo de situação”, disse. A outra importância destacou o major, é a questão do combate ao tráfico de entorpecente. “Hoje a gente desenvolve também um trabalho voltado para detecção de drogas, que para a área do Batalhão cumpre papel de importância. Nosso canil apoiou várias outras unidades de batalhões vizinhos na área do CPI-8. Quando se tem uma operação policial, a exemplo de cumprimentos de mandado de busca domiciliar havendo a possibilidade de farejar e encontrar entorpecentes em lugares e situações inimagináveis, como enterrada e misturada a outra substância para disfarçar o odor do entorpecente. O cão é uma arma de combate ao tráfico de drogas em nossa região”, ressaltou.    

O major manifestou interesse na implantação de cães farejadores em mata para buscar pessoas desaparecidas, uma nova técnica que deverá ser implantada após a estruturação da habilidade de faro em droga.  Informou ainda que, existe a previsão do canil setorial e as Força Tática terem uma vinculação administrativa.  

BALANÇO – Neste ano, foram prestados cerca de 20 apoios diretos do canil que geraram flagrantes relacionados a entorpecentes. Em 2010, teve 29 apoios a ocorrências. Nos anos de 2006 e 2009 tiveram 60 apoios juntamente com o canil do 18º BPM/I de Presidente Prudente, época em que os cães do 25º Batalhão da PM permanecia naquele batalhão para regularização do canil em Panorama.  

O canil apoiou jogos realizados no Prudentão – Campeonato Brasileiro e Paulista disputado em Presidente Prudente; jogos da 3ª divisão do Campeonato Paulista em Osvaldo Cruz. eventos como Feira do Verde (Adamantina); Carnaval de Lucélia e Panorama e Festa da Canoagem em Salmourão.