Em sessão solene na noite de segunda-feira (5), a Câmara de Dracena entregou título de cidadania ao bispo diocesano de Marília, dom Osvaldo Giuntini em reconhecimento pelos serviços prestados e a dedicação à Dracena e à Diocese de Marília. Dom Osvaldo, que completou 75 anos no dia 12 de setembro, recebeu a homenagem por iniciativa do vereador Juliano Brito Bertolini.
A reportagem conversou com o bispo na segunda-feira, na igreja Matriz, antes da sessão na Câmara. Ele contou que recebeu a visita do vereador Juliano comunicando que a aprovação da Casa de Leis foi unânime e que estava satisfeito e agradecido pelo acolhimento e homenagem. “Aceito a homenagem, não a minha pessoa, mas como bispo que tem como missão o serviço à Igreja bem como à comunidade”, pontuou.
Dom Osvaldo ainda destacou que um bispo não deve se acomodar, deve viver a realidade do mundo, chamando a transformá-la e considerou que a entrega do título é uma forma de reconhecimento da fé que predomina nos habitantes de Dracena. Ele agradeceu aos frades capuchinhos pelo trabalho realizado na cidade e região e destacou o bom entendimento e abertura. “A Igreja está presente pelos frades capuchinhos, que se dedicaram a esse povo tanto na parte espiritual quanto social, no atendimento aos pobres e marginalizados. Além disso, a Pousada Bom Samaritano desenvolve um trabalho muito importante com os dependentes químicos. Sempre vivi intensamente a preocupação dos freis e fico feliz pela presença deles em nosso meio”, frisou
Dom Osvaldo Giuntini foi ordenado bispo em 1982, depois foi nomeado bispo coadjutor e só em 1992 assumiu o cargo de bispo diocesano. Ele é o terceiro bispo da Diocese de Marília.
Sobre o pedido de afastamento, ele explicou estar seguindo o Direito Canônico, lei que governa a Igreja, e estabelece que quando o bispo completa 75 anos de idade deve pedir afastamento de sua função. “Enviei uma carta ao papa colocando meu cargo à disposição para que nomeie um novo bispo”, disse.
DIOCESE DE DRACENA – Durante sua passagem pela cidade, dom Osvaldo Giuntini também comentou a criação de uma nova diocese na região da Nova Alta Paulista. Ele apresentou o pedido a Santa Sé, instituição da Igreja Católica, e quando esteve em Roma há dois anos cobrou a instalação. A resposta obtida foi de que há muitas dioceses na mesma situação com dificuldades de encontrar sacerdotes. A criação da Diocese de Dracena, compreendendo a área de Pacaembu a Panorama depende do posicionamento do Vaticano.
De acordo com o bispo entre as justificativas para a criação de uma nova diocese estão: desde o fato da região estar vivendo intensamente a fé cristã, necessitando de um melhor atendimento, de que o bispo esteja mais presente, conheça o povo e seja conhecido por ele; o tamanho da Diocese de Marília, a maior do Estado, abrangendo três regiões pastorais com mais de 30 municípios e várias paróquias e uma população de 650 mil habitantes e o desenvolvimento de Dracena. “Depois de Marília e Tupã, Dracena é o maior polo regional com condições de se tornar uma nova diocese”, acrescenta.
PERFIL- Dom Osvaldo Giuntini nasceu em São Paulo, em 24 de outubro de 1936. Cursou o 1º e o 2º graus, na capital paulista e em São Roque, no Seminário Metropolitano Imaculado Coração de Maria. De 1956 a 1963 estudou filosofia e teologia no Seminário Central da Imaculada Conceição, no Ipiranga e na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.
A vocação de dom Osvaldo teve início quando criança, no primeiro ano da escola. Sendo de família religiosa, depois de fazer a primeira comunhão e de ser orientado para a prática religiosa, sentiu o chamado de Deus, por volta de 1947.
Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 8 de dezembro de 1963. O ministério foi exercido primeiramente na capital paulista e, em seguida, foi pároco das cidades de Salto e Itu. Após a criação da diocese de Jundiaí, dom Osvaldo foi nomeado pároco da Catedral Nossa Senhora do Desterro, chanceler do bispado e, posteriormente, Vigário Geral da Diocese.
Em 1975, o papa Paulo VI concedeu-lhe o título de Monsenhor. Seis anos depois, foi para Roma com o objetivo de fazer um curso de atualização em Direito Matrimonial.
Em 1982, o então Monsenhor recebeu a nomeação de bispo auxiliar. A sagração episcopal ocorreu em Jundiaí, no dia 12 de setembro do mesmo ano. O lema escolhido para o seu episcopado foi “Dou-vos a minha vida” (Vitam meam do vobis). Dom Osvaldo veio a Marília como bispo auxiliar do então bispo diocesano, dom frei Daniel Tomasella, e assumiu as visitas pastorais e a coordenação da pastoral diocesana.
Permaneceu por cinco anos como bispo auxiliar. Em 1987, a pedido de dom frei Daniel, foi nomeado bispo coadjutor, com direito à sucessão. Cinco anos depois, em decorrência da renúncia do bispo diocesano, dom Osvaldo tomou posse como bispo da Diocese de Marília, em 9 de dezembro de 1992. (Com informações disponíveis em www.diocesedemarilia.org.br)














