O Dia Nacional de Preservação e Combate à Hipertensão Arterial foi celebrado na quinta-feira (26). Essa é uma data lembrada pelos profissionais da saúde por conta do crescimento de pessoas hipertensas. Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial é uma doença silenciosa que nos últimos anos tem atingindo jovens e adultos, principalmente os idosos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, em 90% dos casos, a doença é herdada geneticamente, mas também é causada pelo modo de vida. A obesidade, o consumo de sal, a ingestão de bebidas alcoólicas, o uso de cigarro, os níveis de colesterol, o estresse e a falta de exercícios físicos são alguns dos fatores que influenciam nos níveis da pressão arterial.

E para ajudar a melhorar a condição de vida, em Dracena existe o projeto ‘Viva a Vida’, parceria entre a Prefeitura e a Unifadra, com apoio financeiro do Ministério da Saúde. Atende 308 moradores cadastros pelo sistema de saúde, que recebem atividades físicas ministradas por alunos da Unifadra, em diversos pontos da cidade. 

De acordo com a coordenadora do projeto, Merlyn Mércia Oliani, na quinta-feira, os alunos aferiram a pressão arterial e transmitiram informações sobre os cuidados com a doença. 

Sempre no início e no fim das atividades, os alunos de Enfermagem (Unifadra) aferem a pressão arterial de cada hipertenso, para garantir que não terão risco de praticar a atividade. Os alunos de Educação Física, também da Unifadra, ministram as aulas, com duração de uma hora, sempre orientados por Merlyn. 

Para participar, basta solicitar uma autorização do médico, para a prática de exercício físico, constando que a pessoa tem diabetes ou hipertensão e levá-la até os postos de saúde. 

A subchefe de ambulatório do ‘Postão’, Meliane Duarte G. Pereira, fará o cadastro com todas as informações e indicará o ponto mais próximo da residência do morador para a realização dos exercícios.

A cada três meses, o paciente retorna ao médico para verificar se o quadro melhorou. “Cada um tem que ter o conhecimento, de que essa doença não tem cura, e que tem que tomar regularmente os remédios. Temos vários casos no projeto de pessoas que começaram a praticar a atividade física e depois de um período o médico diminuiu a quantidade de remédios que tomavam”, declarou Merlyn.

Segundo a secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde, Geni Pereira: “muitos deles, além de praticarem as atividades, melhoram também a auto estima pelo convívio que têm com outras pessoas, criando uma interação social”.

LOCAIS DO PROJETO – Centro Comunitário do Jardim Brasilândia, das 7h às 8h; praça do antigo Idec (Escola Técnica Isaura Sampaio – 1º e 2º graus), das 7h30 às 8h30; ginásio de esportes Dovilho Moura, das 8h às 9h;

Centro Social Urbano, do bairro Metrópole, com aulas de hidroginástica, das 8h às 9h e Casa dos Velhos, no Jardim Jussara, das 7h às 8h. O Projeto Viva a Vida é gratuito e atende todas as terças e quintas-feiras.