Moradores e comerciantes do bairro Porto estão queixando-se do surgimento de buracos e da intensa poeira no prolongamento, em obras, da avenida Paulista até ao antigo atracadouro da balsa. O trecho deverá receber galerias de águas da chuva e pavimentação asfáltica. A obra iniciada em novembro passado tem prazo de 12 meses para ser concluída.
O advogado Eduardo Meirelles, disse à reportagem, que seu papel como representante jurídico dos moradores e comerciantes do bairro é o de resolver individualmente cada problema. “Tenho casos como a do Luiz, proprietário de uma oficina mecânica, que devido às péssimas condições de passagem na avenida, seus clientes pararam de levar caminhões para consertar. Da mesma forma tem o caso do comerciante Nelson, do ramo de alimentos, que tem sofrido drasticamente com a poeira, situação que tem espantado boa parte de sua clientela”, comentou o advogado.
“O intuito é dar condições para que comerciantes e moradores consigam manter as suas rotinas normalmente como vinha acontecendo antes das obras. A situação aqui precária”, concluiu o defensor.
O engenheiro civil da Viapav, Alex Matias, empreiteira responsável pelo projeto afirmou que dará todo suporte necessário no tocante a manutenção da avenida, para passagem de veículos e drenagem com caminhão pipa para diminuir a poeira. Sobre a execução da obra, Matias esclareceu que os trabalhos estão desacelerados devido a uma solicitação de alteração do projeto feita pela Prefeitura de Paulicéia à Caixa Econômica Federal, gestora e fiscalizadora do contrato.
A liberação do ritmo normal do projeto está previsto para iniciar em 10 dias. “Com a liberação do projeto, faremos a pavimentação asfáltica. A drenagem está praticamente pronta (98%). O cronograma total da obra está 55% adiantado. A obra não está parada, apenas passa por adequação no projeto inicial”, afirmou.
Sobre os transtornos da obra, Zé Cláudio, chefe de gabinete da Prefeitura, disse ser impossível um trabalho desse porte não trazer transtornos. “Pouco temos a fazer, as obras estão em ritmo acelerado”, explicou.
Em relação ao item modificado no projeto enviado à Caixa Econômica Federal pela Prefeitura, Zé Cláudio falou que a avenida deixará de ser recapeada, como era previsto no projeto inicial, para receber pavimentação asfáltica.














