A Vigilância Epidemiológica (VE) de Junqueirópolis realiza inquéritos caninos (coleta de sangue) para identificar cães portadores de leishmaniose visceral americana (LVA). A ação preventiva está sendo realizada nos Programas de Saúde da Família (PSFs) do município até o próximo dia 19 de maio.
Segundo a assessora de Saúde do município, Márcia Gomes, o inquérito canino é realizado anualmente pela VE com o objetivo de evitar a proliferação da doença. “Oitenta por cento dos cães contaminados com o protozoário leishmania, não apresentam sintomas e são transmissores da doença se forem picados pelo mosquito palha”, explica.
O médico veterinário Wainer César Chiari que também dirige os trabalhos da VE na coleta de sangue, informou que a leishmaniose não é transmitida pelos cães para o ser humano. “O contágio só ocorre através de uma picada do mosquito palha contaminado e o cão é um reservatório do protozoário”, explica. Da mesma forma, de acordo com o veterinário, o contágio não ocorre entre humanos.
Márcia Gomes informou ainda que no inquérito canino realizado em 2011, 23% dos 1.236 cães que tiveram sangue coletado, apresentaram resultado positivo e foram conduzidos pela VE para eutanásia. A população canina do município hoje é de aproximadamente dois mil animais.
Segundo a assessora, apesar de todas as ações de prevenção da doença ser adotadas pela Diretoria da Saúde, como manejo ambiental e retirada do animal contaminado, o número de cães portadores da doença no município é alta. O sangue coletado dos animais é enviado ao Instituto Adolfo Lutz, em Presidente Prudente para exames.
“Explicamos aos donos dos animais que se não receberem em 30 dias nenhum comunicado ou visita dos agentes da VE, o resultado foi negativo”, explica Márcia.
A leishmaniose começou a ser detectada em cães no município no ano de 2006 e em 2008, segundo Márcia e Chiari, foi registrado o maior número de moradores contaminados com a doença, 15 no total. “Neste ano (2012), até agora não há nenhum registro de leishmaniose na população”, afirmam.
De 2008 até hoje, houve dois óbitos, por causa da doença na cidade, o primeiro foi uma idosa em 2007 e, o segundo uma criança de um ano e dois meses em 2010.
POPULAÇÃO – Os moradores estão aderindo à campanha de prevenção. O casal Orlando e Dirce Vicentim Moreira, levou os dois animais de estimação, Scooby Doo, de oito meses e Said com 15 meses. “É importante para evitar a doença”, afirmou Orlando. O morador José Santos Ferreira também trouxe a cadela Pretinha para a coleta do sangue. “Temos que tomar todas as precauções”, disse.














