Um homicídio bárbaro, com requintes de muita frieza, seguido de esquartejamento foi registrado no começo da tarde ontem (24), pela Polícia Civil de Junqueirópolis. O fato aconteceu durante a madrugada, na residência localizada na rua São Luiz, n.º 599, mas só foi comunicado à polícia pelo próprio assassino por volta de 12 horas.
O servente de pedreiro, desempregado, Cláudio de Souza Paixão, de 33 anos, morador no local dos fatos matou com várias pauladas na cabeça a ex-namorada Gisele Pereira Dias, de 28 anos, e depois a esquartejou cortando os antebraços, as pernas até a altura do joelho e a cabeça.
Cláudio disse ao delegado Victor Cangane Biroli que morou com Gisele por quatro meses, mas estava separado dela há três meses. Segundo ele, apesar de estarem separados, ele e Gisele continuavam se relacionando esporadicamente e pernoitavam na residência onde morava sozinho. Ele confessou ao delegado que durante discussão com Gisele, em virtude de ela manter relacionamento paralelo com outro homem, acabou por golpeá-la por inúmeras vezes na cabeça, com um pedaço de caibro, medindo cerca de 80 centímetros de comprimento, matando-a.
Cláudio, após matar a companheira, pegou uma faca e esquartejou o corpo, visando ocultar o cadáver, porém desistiu e tomou a decisão de se apresentar à polícia.
Ele disse que colocou os membros decepados de Gisele dentro de um balde e o guardou no banheiro, onde o corpo estava e ainda lavou o local.
O homem indicou a investigação onde tinha colocado o corpo e a polícia apreendeu o pedaço de madeira, a faca do tipo peixeira com cabo de madeira, um balde de plástico (azul), considerados instrumentos do crime e ainda uma capa de chuva (amarela), uma camisa de malha listrada e a calça jeans (azul), uma peça íntima e a aliança de Gisele.
O delegado Biroli disse que Cláudio falou tranquilamente que ficou com a mulher até a meia-noite mantendo relacionamento amoroso, assistiram televisão e ele acabou discutindo por ciúmes dela, posteriormente a matou e esquartejou o seu corpo.
Segundo o delegado, Cláudio foi até a casa da irmã dele e contou o que tinha acontecido e acabou sendo convencido por ela a se entregar a polícia.
O delegado Victor Fernando Biroli disse que caso como este em que o assassino matou e esquartejou a vítima e depois se entregou é a primeira vez que registra na carreira policial.
Ele instaurou inquérito policial por homicídio qualificado, por motivo fútil e sem condições de defesa da vítima e representou junto à Justiça, pela prisão preventiva contra Cláudio, que foi decretada.
Ele foi transferido do DP de Junqueirópolis com apoio do GOE de Dracena ao 1º DP da cidade e depois encaminhado ao CDP de Caiuá, onde fica a disposição da Justiça.














