O consumidor está pagando mais caro, em média, 18% o quilo da carne de frango e 15% da suína. O reajuste deve-se à dificuldade que os produtores estão tendo para comprar o milho, principal alimento oferecido para as duas criações, devido à alta internacional do produto, decorrente da seca nos Estados Unidos.

O custo da produção do frango, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) subiu 25% nos últimos meses. Esse impacto no preço da ração à base do milho chegou ao bolso dos moradores da região.  

Segundo Luiz Galheira Neto, responsável pelas compras de alimentos perecíveis de um supermercado de Dracena, o consumidor que pagava de R$ 4,55 a R$ 4,59 o quilo da carne de frango de boa qualidade, hoje está pagando R$ 5,29 em média. “E a previsão não é de baixa, há a tendência do preço se manter nesse valor por mais alguns dias ou até subir um pouco mais”, explicou.

A alta no preço da carne de frango vem ocorrendo desde julho. “Os EUA estão com falta do produto em decorrência da seca e apesar de serem os maiores produtores mundiais, também estão com dificuldades de escoamento e   a produção brasileira  está sendo exportada para o  norte americano”, informa Galheira.

Segundo ele, o quilo da carne de frango foi  adquirida pelo supermercado em média a R$ 3,43 e hoje está comprando com um aumento de 17% a 18% e a previsão não é de baixa”, ressalta.

CARNE SUÍNA – O reflexo da alta do milho no preço da carne de porco foi ainda maior nos últimos 40 dias. “O aumento para compra chegou a 80%. O quilo da banda fina (onde são feitos os cortes da carne) que era negociado a R$ 2,80 chegou a custar R$ 5,50 na semana passada”, informa Galheira.

Ele explica que nessa semana já houve uma queda no preço. A peça que custava R$ 5,50 abaixou para R$ 4,45. “Mesmo assim, o aumento foi de 53%”, enfatiza.

Para o consumidor, o quilo do pernil de porco que é uma das partes mais apreciada, está sendo vendido em média a R$ 7,99.

 EMBUTIDOS – Os produtos embutidos, derivados das carnes de gado, frango e porco também estão em média, 15% mais caros. “Isso se deve principalmente à fusão das empresas Sadia e Perdigão que mexeu com o mercado neste setor”, informa. Alguns produtos  deixaram de ser fabricados para não haver concorrência no próprio grupo, mas a demanda não está sendo atendida”, disse. Segundo Galheira, se a situação se manter, no final do ano faltará  embutidos, principalmente o presunto, porque o consumo é maior nessa época do ano.