A liberação de medicamentos e insumos nos portos e aeroportos do país ainda não voltou ao normal por conta da greve dos funcionários da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A maioria dos reagentes e de outras substâncias utilizadas em exames médicos é importada, e precisa de autorização para entrar no Brasil. Além disso, caso não sejam liberadas rapidamente, tais substâncias podem perder a validade se não forem armazenadas em local com a temperatura adequada.
O responsável pelo São Lucas Laboratório de Análises Clínicas, Humberto Antonio Grou, explicou que no caso de exames terceirizados, que são feitos em outras localidades, é verificado qual laboratório tem ou não o reagente utilizado para enviar as amostras coletadas. “Ainda não tivemos problemas, mas se a greve continuar vai haver falta de reagentes”, disse. A maioria dos diagnósticos médicos é feita com base nos resultados dos exames laboratoriais.
Outro setor que pode ser afetado é a hemoterapia uma vez que o sangue colhido dos bancos de sangue tem que ser testado para ser disponibilizado para a população, o que significa que se faltarem kits para os exames não haverá sangue para repor aos pacientes em cirurgias de emergência (trauma, violência, acidente de trânsito) e cirurgias eletivas (marcadas a tempo pelos cirurgiões).
O gerente do Laboratório de Sorologia do Hemocentro de Marília, Sérgio Zimmermann, informou que a situação estava estável e os exames estavam sendo realizados normalmente, mas que estava apreensivo com a continuação da greve. “Nossos fornecedores já alertaram sobre uma possível falta de produtos”, esclareceu. O Hemocentro de Marília atende 60 municípios.
O farmacêutico e presidente da Associação das Farmácias de Dracena, Danilo do Val Lapenta, também afirmou que até o momento não sentiu reflexos da greve, porém se a paralisação prosseguir pode faltar medicamentos.














