O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa negou concessão de renovação de liminar, com pedido de soltura, em habeas corpus impetrado pela defesa do goleiro Bruno Souza, réu no processo sobre o sumiço de Eliza Samudio, sua ex-amante.

Em dezembro do ano passado, o ministro Ayres Brito já havia indeferido a liminar do mesmo habeas corpus, sendo que a defesa posteriormente entrou com o pedido de revisão agora negado por Barbosa. No seu despacho, Barbosa explicou que não havia novos elementos no pedido.

Versão da polícia para morte de Eliza: o caso Bruno em quadrinhos
 
 Rio de Janeiro – Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais concluíram que o goleiro Bruno Souza está envolvido na morte da ex-namorada, Eliza Samudio. Segundo o inquérito, ele nunca aceitou pagar pensão ao bebê que era dele. Por isso, propôs um acordo para atraí-la ao cárcere privado e depois, à morte. O atleta nega as acusações.

“Não há nada a prover, haja vista que a petição em referência em nada inova na matéria ventilada na peça inicial, permanecendo inalterado, portanto, o quadro fático-jurídico que motivou a Vice-Presidência deste Tribunal a indeferir o pedido de liminar”, escreveu o ministro do Supremo, cuja decisão foi tomada na última quinta-feira (27). O mérito do habeas corpus será julgado, ainda sem data definida, pelo colegiado da 2ª Turma do STF.

O jogador está há mais de dois anos preso na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, localizada em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte). O goleiro Bruno Souza e mais seis pessoas vão a júri popular, ainda sem data definida, pelo sumiço de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.

Para a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais, a modelo foi morta em junho de 2010 na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano (região metropolitana de Belo Horizonte).

De acordo com as investigações, o goleiro seria o mandante do crime, que ainda contou com a participação de mais sete pessoas. As razões para o crime seriam a negativa do goleiro em assumir o filho que supostamente teria tido com Eliza Samudio.

O atleta, segundo o Ministério Público, tentou fazer com que a moça abortasse e, diante de uma suposta negativa dela, passou a ameaçá-la de morte. Após o nascimento da criança, no início de 2010, o goleiro teria arquitetado um plano para matar Eliza Samudio.