As fortes chuvas neste início do ano estão prejudicando a produção de hortaliças na região e as perdas podem passar de 70% das verduras, principalmente a alface, couve, rúcula e a cebolinha.
O reflexo é que nos últimos dias, o abastecimento desses produtos diminuiu nos supermercados e mercearias de Dracena e região e o pouco que chega, é de baixa qualidade.
O produtor do bairro Oásis em Tupi Paulista, José Augusto Romagnolli que comercializa sua produção nos mercados, supermercados e mercearias de Dracena informa que em épocas normais, colhe mais de 470 maços de alface por dia, mas nas últimas semanas, a quantidade diminuiu para uma média 160 a 180 maços por dia.
“Estamos deixando de colher mais de 290 maços de alface por dia, as perdas começaram no final de dezembro, mas com as chuvas de janeiro que foram mais fortes, o prejuízo vem se acumulando”, explicou.
Romagnolli informa que no caso da couve, a perda é de 100%. “Há 20 dias não colhemos nenhum maço, sendo que a média era de 30 a 40 maços por dia”, disse
O excesso de chuvas também prejudicou o plantio da rúcula na propriedade. “É uma verdura difícil de produzir, a perda é cerca de 20%, enquanto a cebolinha, o prejuízo é de 50% a 60% do plantio, por sorte estamos conseguindo manter a produção do almeirão”, informa o horticultor.
Além da produção perdida, as chuvas também comprometeram a qualidade dos produtos. “Os canteiros são fofos e mesmo se precavendo com as curvas de nível, a enxurrada passou por cima, danificando-os”, explica.
“As folhas da alface, por exemplo, não desenvolveram e as poucas que restaram são pequenas e amareladas”. Além de não ter produtos disponíveis para venda, os produtores acumulam perdas com os gastos em adubos, irrigação e esterco usados nos canteiros.
“A tendência nos próximos dias é que haja aumento nos preços para o consumidor e mesmo com baixa qualidade serão escassos”, ressalta Romagnolli, explicando que ainda não calculou os prejuízos causados pelas chuvas.
O produtor entrega aos mercados e mercearias, o maço da alface a R$ 2,46. “Mas tenho a informação que já estão sendo vendidas para o comércio a R$ 3 e os maços da salsa e a cebolinha que eram vendidos a R$ 1,95, a tendência é dos preços também subirem”, afirmou Romagnolli.
MERCADO – Nos dois supermercados consultados pela reportagem, ontem à tarde, o Milena e o Troyano, a informação é que os preços dos produtos da horticultura ainda não subiram, mas deve haver uma variação nos próximos dias.
“No entanto, não estamos recebendo quase nenhum produto para abastecer as feirinhas e a qualidade está abaixo dos mesmos está muito abaixo do padrão, quem pretende comprar deve chegar bem cedo”, afirmou Rosemeire de Souza, funcionária do setor de feira do supermercado Milena.














