As condições climáticas neste mês com fortes chuvas e temperaturas altas são os fatores essenciais para a proliferação do mosquito palha, conhecido por causar a leishmaniose visceral. E para combater esse terrível inseto, agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) há alguns anos realizam pesquisas das causas que levam a proliferação deste mosquito e dos riscos que podem trazer a população.

Segundo informações da agente técnica de saúde da Sucen em Dracena, Maria Célia Palu Longhi Futigame, o trabalho de monitoramento é feito mensalmente em 18 residências predispostas a ter o mosquito palha. “A escolha para colocar armadilhas é feita a partir de locais que contém muito material orgânico em decomposição, tronco de árvores, umidade, temperatura alta, cachorros e pássaros, além de outros fatores que podem contribuir para a proliferação”, diz a agente.

A pesquisa constitui em instalar durante três noites seguidas a armadilha que nada mais é que uma isca luminosa montada no interior da residência e outra na parte externa próxima ao local em que os animais – cães, gatos, pássaros, entre outros.

O desinsetizador da Sucen, Marcos Luis Carrera alerta que “apesar da armadilha ficar próxima ao local que o cão fica isso não quer dizer que fará algum tipo de mal ao animal, pelo contrário, como o cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano, servirá para analisar quantos mosquitos palha estão circulando naquela área por noite e os riscos que o morador corre se não tomar as devidas providências em relação à limpeza do terreno”, acrescenta.

Marcos conta que o monitoramento é feito mensalmente durante três dias. A luz da isca atrai o mosquito que sai a noite em busca de alimento, mas somente a fêmea pode transmitir a doença da leishmaniose. Após recolher a armadilha, Marcos encaminha para a sede da Sucen em Dracena e a pesquisadora irá analisar e separar quantas fêmeas e machos foram recolhidos no local, também estará identificando o tipo de sangue e observando todas as partes do mosquito.

A proprietária de uma das casas analisada, Rosália Cristina Rodrigues Freitas, explicou que toda a família se sente segura com o trabalho realizado pelos agentes.

A pesquisa recente mostra que em dezembro foram encontrados 122 mosquitos palha em apenas uma residência do Jardim Santa Clara.

O primeiro registro de caso do mosquito em Dracena ocorreu há cerca de 10 anos, no Jardim Metrópole, segundo informações do desinsetizador.

PREVENÇÃO – A principal orientação para os moradores é usar repelentes contra mosquitos nos cães; não deixar acumular matéria orgânica que serve de criadouro para o mosquito palha e limpar diariamente os quintais.

LEISHMANIOSE EM 2012 – No ano passado, de acordo com dados do site do Centro de Vigilância Epidemiológica, foram confirmados nas 12 cidades da microrregião de Dracena, 16 casos com uma morte. Em Dracena foram quatro casos; um em Irapuru; um em Junqueirópolis; dois em Ouro Verde, sendo um óbito; um em Paulicéia e dois casos em Tupi Paulista.

O balanço mostra que em comparação com os anos anteriores, o número de casos e mortes pela leishmaniose reduziu drasticamente. Confira no quadro.

 

 

2010

 

2011

 

2012

 

 

N° casos

Óbitos

N° de casos

Óbitos

N° de casos

Óbitos

Dracena

10

2

9

0

4

0

Flora Rica

1

0

0

0

0

0

Irapuru

1

1

4

0

1

0

Junqueirópolis

4

0

4

1

1

0

Monte Castelo

1

0

0

0

0

0

Ouro Verde

0

0

1

0

2

1

Panorama

9

0

1

0

0

0

Paulicéia

0

0

1

0

1

0

São João do Pau D’ Alho

0

0

2

0

0

0

Tupi Paulista

4

1

6

0

2

0