Dezembro fechou o ano de 2012 com saldo positivo no volume de chuvas, em Dracena, com 1.380 milímetros, ultrapassando índices pluviométricos de 2011 quando foram registrados 1.221 milímetros; 1.357 milímetros em 2010 e, 2.288 milímetros em 2009.
Segundo levantamento feito nos arquivos da estação meteorológica do campus experimental da Unesp de Dracena, apesar do sol intenso sentido por toda a população local e de cidades vizinhas, a chuva do ano passado ficou dentro da média esperada, que era de 1.300 milímetros.

Paulo Figueiredo, responsável pela estação meteorológica, explica que a chuva durante todo o ano que passou foi aparentemente normal, porém foi um ano de distribuição irregular. “Houve meses que não foi registrado uma gota d’ água como é o caso de agosto e há outros que choveu além da média esperada para o mês”, diz.

O professor ainda pontua que essa má distribuição prejudicou as lavouras e ainda acrescenta afirmando que o ideal seria se chovesse um pouco todo dia para suprir as necessidades das plantas.

O diretor da Cati- regional, Luis Alberto Pelozo, salienta que a distribuição irregular de chuva e a insolação em diversos períodos do ano, fizeram com que o plantio de cana-de-açúcar e a pastagem não se desenvolvessem. “O sol intenso acaba causando um estresse nas plantas porque elas não suportam o calor”, conclui.

JANEIRO – O ano de 2013 começou com chuva em todo o Estado. Segundo dados da Unesp de Dracena, que está localizado na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), foram anotados até a tarde de ontem (8), 53 milímetros. O maior índice desse volume foi concentrado no final da noite de segunda-feira (7), quando em pouco mais de uma hora choveu 45 milímetros.

Pelozo conta que as chuvas se intensificaram ainda mais a partir do Natal, e que é ainda esperado índice de registro significativo de água até o início de março, o que é uma boa notícia para os agricultores.

Em relação aos termômetros, apesar do forte calor nos últimos dias, os registros neste início de mês apontam que a máxima registrada foi na segunda-feira (7) com 34,8°C e mínima de 21,3°C na quinta-feira (3). Pelozo pontua que o ano de 2012 superou a casa dos 40°C, quando foram registrados 42°C no dia 31 de outubro e 9 de dezembro.
RAIOS – Incidência é alta na região

A morte do engenheiro de alimentos, Thiago Ribeiro da Costa (31 anos) e a enóloga portuguesa, Inês Pestana, 29, domingo (6) à tarde, após serem atingidos por um raio enquanto caminhavam em uma praia em Bertioga, litoral sul de São Paulo, repercutiu em todo o país e reforçou os alertas de segurança nesta época do ano, em que ocorrem fortes tempestades.

A Elektro divulgou ontem, uma estatística da quantidade de raios que ocorreram nas cidades da região nos meses de novembro e dezembro de 2012 e janeiro de 2013.
A cidade de Junqueirópolis é onde ocorreu o maior número de descargas elétricas neste período, 1172 no total, seguido de Dracena, com 469; Tupi Paulista, com 346; Monte Castelo, com 310; Ouro Verde, com 226 e Nova Guataporanga, com 81 raios. A Elektro divulgou também orientações de prevenções nos momentos de tempestades. Cuidados dentro de casa durante tempestade – Evite o banho e o uso de chuveiro e torneira elétrica na ocorrência de tempestades; evite contato com objetos com estrutura metálica como fogão, canos, etc, sobretudo se a residência se encontra em campo aberto; evite ligar equipamentos elétricos para a proteção do próprio aparelho; afaste-se das tomadas e evite o uso de telefone; desconecte das tomadas aparelhos elétricos ou eletrônicos, como:

televisão, computadores, condicionadores de ar, dentre outros. Se possível, permaneça dentro de casa enquanto a tempestade durar. Cuidados fora de casa durante tempestade – Evite contato com objetos metálicos como cercas de arame, tubos metálicos e principalmente linhas telefônicas ou elétricas; retire-se de lugares com água como: mar, lagos e barragens, pois com a ocorrência de descargas nestes locais surgem quedas de tensões no espelho d’água capazes de causar danos, estes danos são mais sérios no caso do indivíduo estar em posição de nado; evite ficar perto de tratores, máquinas agrícolas, motocicletas, carroças; evite locais abertos como estacionamentos, áreas rurais, piscinas, lagos, praias, árvores isoladas, postes, locais elevados; na prática de esportes à céu aberto como futebol, em locais sem nenhum tipo de proteção, durante ocorrências de descargas é conveniente a interrupção da partida e buscar abrigo; procure sempre abrigo que ofereça a melhor proteção; evite abrigar-se debaixo de árvores isoladas, caso não haja lugar seguro para abrigo. É de grande importância evitar brincadeiras com pipas e aeromodelos com fio, atenção especial nas atividades das crianças durante tempestades.

Lugares ideais para abrigo – Estruturas que possuam proteção contra descargas atmosféricas; estruturas grandes de concreto, mesmo que não possuam proteção contra descargas atmosféricas; estruturas subterrâneas como túneis, estações de metrô e passarelas subterrâneas; em alto mar, estruturas fechadas cobertas como navios e lanchas, em especial metálicas; veículos, desde que devidamente fechados e dotados de superfícies metálicas; vias públicas onde há edifícios elevados.