No programa ‘Café com a Presidenta’, Dilma Rousseff afirmou na manhã de ontem (18), que a produção de grãos no País deve ser a maior da história, confirmando a expectativa de 185 milhões de toneladas anunciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ela atribuiu a expectativa de recorde na produção ao clima e ao solo brasileiros e também a medidas como a ampliação do crédito, a redução do custo dos financiamentos e os investimentos feitos por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No entanto, essa realidade não está ocorrendo na microrregião de Dracena.
Segundo informações do diretor da Cati – regional, Luiz Alberto Pelozo, a produção de grãos é 10% menor a cada ano, com pequena exceção do amendoim. “Na nossa região, o forte é a cana-de-açúcar, onde a maioria dos proprietários arrenda suas terras para o cultivo da cana, reduzindo a plantação de outros tipos de cultura. A estimativa da presidenta se dá com o avanço de grãos no Nordeste e no Norte, no estado do Pará, onde estão sendo abertas fronteiras para exploração dos grãos”, diz.
Na região de atuação da Cati, o amendoim ainda é uma das culturas que ainda tem uma produção considerável. Um dos fatores que justifica a plantação de amendoim são o clima e o solo.
Pelozo explica que por se tratar de uma planta recuperadora de solo, a cada cinco ou seis anos, o amendoim entra como renovação da cana, para rotação de cultura, por isso, somente na região na última safra foram plantados 4.200 hectares do amendoim.
As cidades que mais produziram o amendoim foram Dracena, Pacaembu, Ouro Verde, Santa Mercedes, Flora Rica, Adamantina e Junqueirópolis.
Outros grãos também estão sendo produzidos na região da Cati local como é o caso do feijão em Mariápolis (1.550 hectares); algodão em Flórida Paulista e Panorama (300 hectares), e, o cultivo de milho em Adamantina, Flórida Paulista e Pacaembu com 3.200 hectares.
Em relação ao plantio da safra da Agricultura Familiar, onde foram liberados para esta safra R$ 6 bilhões para a compra de máquinas e para projetos de infraestrutura nas propriedades, Pelozo conta que nas associações da região, a exploração dos projetos é voltada para as hortaliças e frutas, não havendo projetos para grãos.
NACIONAL – Nesta safra, o governo brasileiro colocou R$ 115 bilhões para financiar o agronegócio e também colocou R$ 18 bilhões só para a agricultura familiar. Segundo Dilma, a procura pelo crédito no setor é grande. Até o momento, meio de safra, os agricultores tomaram R$ 72 bilhões para financiar o custeio da produção (preparar a terra, comprar sementes e fertilizantes e fazer a colheita) e para investimentos (construção de sistemas de irrigação e compra de máquinas agrícolas).
O agronegócio já tomou emprestado R$ 13,5 bilhões para a modernização de propriedades – apenas os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de equipamentos agrícolas cresceram 24% em relação à safra passada.














