Uma trapalhada de uma empresa de correio privada americana entregou na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis, um pacote com joias de ouro, prata e pérolas avaliadas em US$ 95 mil (cerca de R$ 190 mil).

O material foi despachado de Cancún (México) para Nova York (EUA), mas a caixa acabou sendo confundida como parte de um equipamento importado por um laboratório da universidade catarinense e foi parar em Florianópolis.

A remessa ocorreu no Natal, mas a caixa com joias só foi aberta pela UFSC há duas semanas. Depois do alerta da UFSC, a Receita Federal recolheu o pacote e vai devolvê-lo ao verdadeiro destinatário, cujo nome não foi revelado.

A UFSC recebeu as joias como sendo parte de um equipamento chamado Chemidoc, importado pelo Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia. Trata-se de um sistema de fotodocumentação de imagens que analisa géis e membranas.

O Chemidoc deveria estar em seis caixas. Elas chegaram em 26 de dezembro, mas só seriam abertas depois do treinamento dos técnicos que iriam usar o equipamento.

Foi a biomédica Bibiana Almeida quem abriu as caixas, há duas semanas, e uma delas continha as joias. Elas foram identificadas como sendo desenhadas pelo designer David Yurman.  A bióloga alertou a reitoria, que por sua vez chamou a Receita Federal.