Funcionários voltaram a trabalhar às vésperas de completar cinco dias de paralisação na Usina Caeté depois de aprovarem um pacote de melhorias trabalhistas proposto pela empresa em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fabricação de Etanol de Presidente Prudente e Região (Sindetanol), na manhã de ontem (12). 
A votação secreta aconteceu um dia após dirigentes do sindicato terem denunciado a participação de dirigentes da empresa tentando manipular o resultado da votação da assembleia ‘infiltrando’ trabalhadores de fora da representatividade do sindicato.
Segundo o presidente do Sindetanol, Milton Ribeiro Sobral, o sindicato ficou impedido de realizar a votação em assembleia marcada para ocorrer no período da manhã e da tarde de quinta-feira, em razão das manobras feitas por dirigentes da Usina Caeté, na tentativa de burlar a votação. “Isso foi feito”, afirmou o líder.
A direção da Usina Caeté e o sindicato estiveram juntos em audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho (MPT) na quarta-feira (10), em Presidente Prudente.
MELHORIAS – Segundo informações do Sindetanol, a empresa propôs aos trabalhadores: 1) Pagamento de R$ 300 de bonificação a ser pago em dezembro de cada ano; 2) O piso salarial da categoria sai de R$ 875 para R$ 950; 3) Formação de uma Comissão de Trabalhadores para levar reivindicações dos funcionários junto à gerência da empresa; 4) Pagamento das diferenças salariais de maio e de junho, ainda este mês; 5) Abono todos os dias parados dos funcionários durante a greve; 6) Trabalhador com filho excepcional receberá ao mês 60% dos PIS da categoria; 7) Trabalhador com filho com até 2 anos de idade receberá ao mês 50% do piso da categoria como auxílio creche; 8) Em caso do trabalhador ser afastado por doença ou acidente se passar a receber menos da Previdência se comparado ao que ganhava antes, 9) A Usina pagará a diferença equiparando ao ganho normal como se estivesse trabalhando.
OUTRO LADO – A reportagem do Jornal Regional tentou falar por telefone, sem sucesso, no começo da noite de quinta-feira (11) com o advogado da Usina Caeté, para se posicionar em relação à acusação levantada pelo sindicato. Numa outra tentativa, ele [o advogado] evitou comentar justificando que estava em uma reunião para resolver o impasse da greve.