O prefeito de Brasilândia-MS, Jorge Justino Diogo, reuniu na quarta-feira, 3, representantes da Companhia Energética de São Paulo (CESP), dos ceramistas e moradores do Reassentamento Novo Porto João André e da Câmara Municipal para debaterem o futuro do bairro.
Jorge Diogo destacou que a situação do Novo Porto João André sempre foi prioridade e que o compromisso com os ceramistas e moradores vem desde antes de assumir a Prefeitura de Brasilândia. Segundo ele, além da jazida, que é essencial para a continuidade, o município reivindica cerca de 20 benfeitorias e equipamentos para assumir o bairro e atender definitivamente a população daquela região com os serviços públicos básicos oferecidos pelo município.
Entre os pedidos feitos pelo governo municipal à Cesp estão: melhorias na infraestrutura para atendimentos de saúde, educação e segurança.
Os representantes da Cesp disseram que por várias administrações tentaram resolver a situação, mas não houve acordo entre a estatal paulista e o município. Porém, segundo eles, a Cesp tem sido pressionada pelo Ministério Público a passar definitivamente a responsabilidade do bairro para o município. Para eles, a intenção é entregar o bairro de maneira amigável, estando favorável para todas as partes.
Os ceramistas e moradores puderam expor as dificuldades enfrentadas e sugerir propostas de solução. O prefeito Jorge Diogo considerou “um momento mágico” de amadurecimento para avançar no diálogo. Em sua opinião, se houvesse esse entendimento 13 anos atrás, tudo estaria resolvido.
Após longo diálogo, foi proposto encaminhamento para que a Cesp e os ceramistas voltem a se reunir, na presença de seus advogados, para que possam elaborar um acordo, que viabilize a liberação da extração da argila na jazida alternativa. A iniciativa deverá partir dos ceramistas, que são autores de ação judicial nesse sentido.
A próxima ação da prefeitura será de oficializar os pedidos junto à presidência da Cesp para que as reivindicações de benfeitorias e equipamentos sejam analisadas e, finalmente, o Reassentamento Novo Porto João André seja de responsabilidade do município e os ceramistas tenham a jazida alternativa em condições de extrair a argila.’