Há alguns meses, quem se utiliza da rodovia SP-294, no trecho entre Tupi Paulista e Adamantina, tem se aborrecido muito. Como o espaço entre as cidades dessa região é bastante pequeno, morar em uma cidade e trabalhar em outra é coisa comum. Não raro, há pessoas que se deslocam duas vezes ao dia entre duas cidades desse trecho. Trabalhadores que prestam serviço durante o dia na cidade vizinha e voltam lá à noite para estudar. Ou como professores que lecionam de manhã e à noite numa localidade e passam a tarde em outra, onde moram. Na realidade, pelo menos no trecho citado, com as cidades distando uma da outra em cerca de 10 quilômetros, formou-se uma avenida. Fora isso, há aqueles que usam essa estrada para alcançar outras regiões. Assim, percebe-se que o movimento é intenso em todo o trajeto.
Focando o espaço entre Dracena e Junqueirópolis, esses 10 quilômetros, que as separam, transformaram-se em um verdadeiro tormento para seus usuários. Há momentos em que as filas de veículos se estendem por quase todo o trecho, obrigando motoristas e passageiros a uma espera desumana, por tempo prolongado, muitas vezes, sob sol escaldante.
Como sempre, há pessoas egoístas que acabam por formar fila dupla, na ânsia de escapar dali primeiro que os outros. Quando o sinal abre, permitindo a passagem para o outro lado, mas em fila simples, vira uma loucura. Muitos veículos grandes se jogam para o lado dos menores no desejo de passar na frente, empurrando os carros pequenos para os lados do imenso degrau do acostamento.
Os motoristas reclamam que não se vê nenhum policial nesses pontos críticos para multar esses apressadinhos que acham que eles devem ter prioridade em todas as situações difíceis. De fato, o longo trecho que passa por obras, com cerca de 70 km, tem muitos pontos de estrangulamento que incomodariam muito menos se houvesse ali uma autoridade policial para proceder a punição justa àqueles que não respeitam os direitos alheios pois, infelizmente, o bom senso não habita todas as cabeças.
Pelo menos, no trajeto entre Dracena e Junqueirópolis, não há nenhuma placa demonstrativa do valor da obra, para quando está previsto o seu término, o nome da empresa contratada e outros dados para o usuário poder avaliar melhor a obra e não conhecer somente a parte que o prejudica.
Seria interessante se, para obras desse porte que afetam várias localidades, houvesse um planejamento maior com contato entre as prefeituras e o DER para um preparo anterior que facilitasse aos usuários sua locomoção. É o caso de Dracena, que possui uma estrada secundária ligando-a à cidade vizinha. Estão faltando apenas 4 km, próximos a Junqueirópolis para serem pavimentados. Esse trecho já foi prometido pelo governo estadual que dará uma parte dos recursos, ficando para os dois municípios completarem a parte restante.
Como depende do Estado fazer a documentação do convênio, as prefeituras têm que aguardar sua manifestação que, espera-se, seja para breve. Enquanto isso é ter paciência, educação e levar ao pé da letra conhecidas inscrições em placas exibidas em locais em reforma:
“Desculpe o transtorno. estamos trabalhando para aumentar o seu conforto”.
Até quarta-feira
-Dracena-
therezapitta@uol.com.br














