O consumismo é um sério problema que afeta a sociedade atual com graves consequências, que precisam ser consideradas. Enquanto uns consomem, poluem e dizem que pagam a conta, a grande maioria só pode consumir aquém do direito e da necessidade. Desse modo, consolida-se e aprofunda-se a histórica desigualdade social.
Os que afirmam pagar a conta socioambiental mal sabem que o fazem com dinheiro alheio e recursos naturais pertencentes ao bem comum.
Muitos problemas devem ser considerados como: a falta de coleta seletiva, na maioria dos municípios, a carência de políticas e infraestrutura adequada para o tratamento dos resíduos, a exclusão dos catadores do direito ao trabalho e aos benefícios da reciclagem, etc.
Ainda existem 70% dos resíduos jogados de modo inadequado em lixões a céu aberto. O chorume saído deles polui de maneira intensa os mananciais.
O maior problema do consumo do ambiente é que todos nós estamos no meio e dependemos dele para viver. Por isso, é importante fortalecer alternativas a essa situação. É fundamental repensar todo processo, estimular a produção orgânica, familiar e sustentável; incentivar a economia popular solidária; promover o consumo ético e consciente; realizar a reciclagem, o reaproveitamento e a compostagem, entre tantas outras medidas possíveis e necessárias.
Não bastam ações pontuais, nem é suficiente lembrar do meio ambiente apenas no dia dedicado a ele (5 de junho). É preciso pensar outro modelo de desenvolvimento capaz de garantir a vida, com justiça e dignidade para todos.
Todos devem fazer sua parte para evitar que o meio seja consumido por inteiro, e mais, para que as circunstâncias sejam favoráveis à sobrevivência dos que virão depois de nós!
*professora do ensino fundamental I, do Colégio Objetivo de Dracena