Acabou-se a festa! Das 32 seleções, ganhou a que, para muitos, mais mereceu: jogou melhor e deu grandes exemplos de educação e cidadania. Os alemães vieram para uma cidadela da Bahia, montaram ali seu centro de treinamento, fizeram amizade com a minúscula população indígena do local, respeitaram seus costumes, aprenderam suas danças e, ao final, presentearam-nos com uma ambulância.
Juntamente com a seleção japonesa, foram os que mais deixaram exemplos de boa educação. Nesses dias, os brasileiros conviveram com pessoas extremamente educadas e civilizadas e também com indivíduos nem tão simpáticos. Para o Brasil foi um acontecimento muito positivo. O governo fez a sua parte, entregando os estádios prontos; a segurança também foi muito bem cuidada, de maneira que nada saiu da normalidade. A população, de modo geral, soube ser boa anfitriã, se relacionando bem com os visitantes que saíram encantados com o tratamento recebido dos brasileiros.
Agora, acabada a festa, o país conta com vários estádios esplendorosos que servirão de palco para muitas modalidades de esportes, uma vez que as olimpíadas vêm aí; aeroportos reformados e outros itens de locomoção que se faziam necessários. Os visitantes saíram maravilhados de tal modo que disseminarão suas impressões positivas sobre o país, o que será muito positivo para aumentar o turismo no Brasil.
Segundo notícias divulgadas pela UOL, nesta segunda-feira, dia 14, pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) encomendada pelo Ministério do Turismo, o torneio deve injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia brasileira o que supera, em muito, os cerca de 25 bilhões gastos nos estádios e nas obras paralelas (ver no google: “legado econômico da copa é de 30 bilhões”). Portanto, prejuízo financeiro não houve. Mas terminada toda essa fantasia maravilhosa, que é uma copa do mundo de futebol, é importante que se volte o olhar para a realidade do país, para a resolução de seus principais problemas, dos quais derivam todos os outros. A geratriz da qual provêm todos os outros inconvenientes é a Educação e a Instrução Escolar.
A Educação, que é ministrada pela família, é o conjunto de normas que uma geração passa para a outra. Há necessidade de uma campanha intensa de orientação às famílias no sentido de ensinarem a seus filhos o respeito às outras pessoas. É preciso saber respeitar os pais, os irmãos, os mais velhos, as crianças, os professores, as autoridades, enfim, saber respeitar todos os seres, humanos ou não, na medida de sua importância na comunidade.
A instrução escolar é também outro item que merece muita atenção, pois tem sido relegada a segundo plano. Vários itens devem ser realçados para se entender a situação: A docência precisa ser uma atividade prazerosa. O professor tem sido desestimulado pela sociedade que não o valoriza, pelos governos que não lhe proporcionam um salário digno, e uma carreira atraente e progressista. E o professor é o responsável direto por todas as outras profissões. Não há nação evoluída sem bons profissionais.
É importante que o magistério seja tão valorizado ao ponto de atrair as grandes inteligências. Está muito difícil encontrar pessoas inteligentes, bem formadas e informadas que queiram ser professores. Ganham mal, não são prestigiados pela sociedade, não são respeitados pelos alunos, cujos pais não souberam ensinar-lhes o respeito ao próximo.
O Estado de São Paulo, que sempre teve um ensino público de qualidade, cedeu lugar ao ensino particular para que o governo tivesse menos despesa. É preciso lutar por uma escola pública para todos e não apenas para os menos favorecidos.
Os grandes esportistas servem para dirigir a fantasia de um povo, mas são as grandes inteligências, os grandes pensadores que dirigem a sua realidade!
Até quarta-feira
– Dracena-
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