Compulsando os resultados oficiais fornecidos pelo Tribunal Eleitoral, por volta de 23h30 de domingo, a coluna constatou que Reinaldo Alguz (PV) situava-se em 25º lugar entre os candidatos à assembleia estadual, com 122.900 votos, à frente de figurinhas carimbadas como Celso Giglio, Vaz de Lima, Davi Zaia e o petista Enio Tatto. Postulante a uma cadeira na câmara federal, Evandro Gussi, companheiro de dobradinha de Reinaldo, estava em 48º, com 105.591 sufrágios. Deixando para trás Vicentinho, Devanir Ribeiro, Jungi Abe e Netinho de Paula, entre outros.

Medalha de prata
Em Osvaldo Cruz, os deputados verdes ficaram em segundo lugar, na preferência dos eleitores. Reinaldo obteve 2.535 votos, superado apenas pelo tucano Dilador Borges que faturou 3.250. Evandro totalizou 2.022 sufrágios, contra 2.127 do prudentino Paulo Lima.
O vereador Francisco Rossi (PR) garantiu 104. Em Tupã, Reinaldo abiscoitou 4.722 votos e Evandro totalizou 6.853.

Vão baixar o nível
O experiente jornalista Fernando Rodrigues, do primeiro time da Folha de S. Paulo, adverte que o confronto entre a petista Dilma Roussef e o tucano Aécio Neves se transformará em verdadeira ‘carnificina’, no segundo turno. Alerta que Dilma ressuscitará “fantasmas do passado” para atacar o PSDB, acrescentando o slogan ‘Quem conhece o Aécio, não vota no Aécio’. O time do senador mineiro, por sua vez, pretende explorar os escândalos da Petrobras.

Bancada da bola
Vários ex-jogadores de futebol garantiram vaga no Senado e nas assembleias estaduais. No Rio, Romário elegeu-se senador, com 4,6 milhões de votos, superando César Maia. Bebeto, seu companheiro na seleção pentacampeã de 1994, continua deputado. Ex-defensores do Grêmio, o goleiro Darnlei e o folclórico atacante Jardel vão para a assembleia. Talvez em função da péssima campanha do Vasco que caiu para a série B, Roberto Dinamite ficou pelo caminho.

Que Deus tenha misericórdia…
Muitas situações esdrúxulas se verificaram anteontem, durante o processo de votação. Em Bauru, por exemplo, um professor universitário de 55 anos prestou queixa na Central de Polícia Judiciária por achar que havia falha numa urna, na hora de votar. Eleitor deste estado, ele queria reeleger o carioca Jair Bolsonaro (PP). No entanto, ao digitar o número 1120, aparecia o nome de Marcos Nane, do mesmo partido que também abriga Paulo Maluf.

… de seus alunos
Sem conseguir resolver o problema junto ao mesário, ele foi se queixar à polícia. Bolsonaro, conhecido nacionalmente – por ser defensor da pena de morte, homofóbico, reacionário e truculento – representando a chamada ‘bancada da bala’, candidatou-se pelo Rio de Janeiro. Com certeza, apesar de diploma de curso superior, o mestre desconhecia que não é permitido voto em concorrente de outro estado…

Aproveite para relaxar
Sábado (11) é a data-limite para o recomeço do horário eleitoral gratuito, nas emissoras de tevê e de rádio. Para a nova etapa, o horário será dividido igualmente entre os candidatos. Exibidos de segunda a domingo, os programas totalizarão 220 minutos, diariamente. Nos estados em que a disputa para governador terminou domingo, a propaganda eleitoral será cortada pela metade, ou seja, terá 110 minutos diários. E só termina dia 24, uma sexta-feira.

A importância do segredo
Nas eleições para deputado, Celso Russomano (PRB), Tiririca (PR), Bolsonaro (PP) e Feliciano (PSC) alcançaram estrondoso número de sufrágios. A vitória daqueles indivíduos justifica a tese do inesquecível escritor e humorista Aparício Torelli que ficou famoso sob a alcunha de Barão do Itararé: “O voto deve ser secreto mesmo, pois só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha em votar em seu candidato”.