Quem viu “O Náufrago”, com Tom Hanks tentando sobreviver em uma ilha deserta, deve ter se perguntado o que faria na mesma situação. O que falar então das pessoas que acompanharam a série “Lost” e, apesar das dificuldades enfrentadas pelos personagens, se encantaram com as paisagens paradisíacas da misteriosa ilha?

São incontáveis os filmes e séries que retratam pessoas, geralmente sobreviventes de algum desastre, que precisam lutar para se manter em alguma ilha deserta. Se você é fã dessas produções, prepare-se: você agora vai ter a possibilidade de responder a todas as perguntas que surgem ao assistir histórias como essas.

É isso mesmo. Uma empresa chamada Docastaway, cujo nome significa “faça como um náufrago”, foi criada com o intuito de proporcionar aos clientes experiências de sobrevivência em ilhas desertas ao redor do mundo. Com os mais belos cenários que a natureza pode oferecer, os interessados têm a oportunidade de passar vários dias isolados em uma ilha sem habitação, pouco ou nada explorada, se alimentando de peixes e frutas e se mantendo em uma aventura pra “Wilson” nenhum botar defeito (veja o vídeo abaixo em que um dos turistas faz um ‘Wilson’ durante a aventura).

O empresário responsável pela iniciativa, Alvaro Cerezo, conta, em descrição no site da companhia, que dedicou vários anos de sua vida à busca por aquilo que chama de “paraísos perdidos”. Ele se intitula um apaixonado por histórias de náufragos em ilhas desertas, amante de paraísos tropicais e aventuras em regiões intocadas e relata que essas características o fizeram ter o objetivo de sair em busca dos pedaços de terra inexplorados ainda restantes no planeta. Essas aventuras que viveu e os lugares impressionantes que conheceu o levaram a criar a Docastaway.

 

 

“Eu quero compartilhar essa oportunidade com os aficionados por praias isoladas e ilhas desconhecidas que amem isso o bastante para desfrutar desses lugares secretos com o máximo de segurança e conforto. Aqueles que gostariam de viajar a lugares que transcendem qualquer experiência que já tiveram e que desejam voltar ao início, onde há somente a mais pura natureza e sua completa perfeição”, descreve Cerezo na página da Docastaway.

Para proporcionar a experiência às pessoas que desejarem, a empresa oferece dois tipos de pacote chamados de modo Aventura e modo Conforto. No “Conforto”, o viajante vai viver o isolamento da mesma forma, mas de uma maneira muito agradável, cercado pela natureza, porém com acesso fácil a um eco-resort, uma espécie de estância com toda a estrutura e elementos para suprir as suas necessidades.

Já na modalidade “Aventura”, a experiência é mais próxima da luta pela sobrevivência vista nos filmes e séries que retratam esse tipo de história. Deixados em apenas uma tenda de armação, os aventureiros serão responsáveis por encontrar e providenciar a sua própria água e comida explorando a ilha. Nesse modo, há uma oportunidade para aqueles que realmente gostam de enfrentar dificuldades ou, em bom português, verdadeiros “loucos” dispostos a lutar pela vida.

A sombra na imagem é a “Ilha do Diabo”, nome dado por um dos aventureiros pelas dificuldades encontradas no local

Essa é a excursão de 15 dias para a “Ilha do Diabo”. Localizada na Oceania, essa ilha é a mais isolada entre as oferecidas pela empresa, e a costa mais próxima fica a centenas de quilômetros. A experiência aqui é única e com nível extremo de sobrevivência, já que o local possui quantidade limitada de água doce, “suficiente para a sobrevivência”, segundo o site da companhia.

Com um vulcão presente em um de seus lados, a Ilha do Diabo é para aqueles que procuram realmente uma aventura diferente, pois não possui praias e a dificuldade para ser acessada é muito grande. Inclusive, se houver uma tempestade, o aventureiro poderá ter que esperar até duas semanas para ser resgatado. Por isso, o site adverte que os que pretendem visitar o local precisam ter muita paciência e flexibilidade de datas. “Nós reiteramos que essa experiência é para aqueles que gostam de dificuldades e não se importam em se sentirem totalmente abandonados por longo período (…) essa é provavelmente a experiência mais extrema que a Docastaway pode oferecer”, ressalta a descrição.

Visão da cratera presente na Ilha do Diabo: a empresa alerta que não se conhece ninguém que tenha conseguido chegar ao topo do vulcão

A Docastaway ainda afirma que a viagem para a distante ilha na Oceania é a mais cara de seu quadro, com a diária custando, em média, 380 € (cerca de R$ 1,3 mil) por pessoa e só pode acontecer com o mínimo de 15 dias de duração. A companhia explica que o alto custo se dá em função de toda a estrutura, pessoal e equipamentos de alta tecnologia, como as próprias embarcações, necessários para chegar e se manter no local.

A Lagoa Azul

Acharam que eu não citaria a incrível história dos jovens que sofrem um naufrágio e crescem em uma ilha paradisíaca, eternizada pelas nossas “Sessões da Tarde”? Então, para os fãs da “saga ‘A Lagoa Azul’”, a companhia Docastaway possui uma opção de aventura, isolada e romântica, bem especial.

Em uma alternativa com o mesmo nome do filme, a empresa oferece estadia para dois em uma ilha isolada, na Indonésia. Tornando a experiência mais próxima da natureza possível, não há acesso à energia elétrica, mas os visitantes contam com a estrutura de um belo bangalô de madeira, com camas e banheiros confortáveis, além de uma cozinha, na qual haverá um guia à disposição para cozinhar diariamente. A empresa ressalva que a privacidade é garantida, já que o funcionário é levado e trazido de um resort próximo por meio de barco, todos os dias.

E a paisagem? Bom, nem preciso dizer que a paisagem da ilha é paradisíaca, cercada de águas azul-esverdeadas, límpidas e cristalinas, como a fascinante ilha retratada no filme de 1980.

Opção “A Lagoa Azul” oferece conforto e bela estrutura para uma aventura romântica

E aí, se você fosse escolher um desses tipos de aventura, qual seria? Com riscos ou com conforto? E se pudesse reviver alguma história, em qual cenário de filme ou série você gostaria de passar alguns dias? Deixe a sua opinião nos comentários!