A ação desta segunda-feira (17) foi conduzida por equipes do Deinter-8 de Presidente Prudente em conjunto com a Polícia Civil da capital paulista. O objetivo da polícia é identificar, mapear e bloquear bens de alto valor que tenham ligação com os investigados, e que possam ter sido adquiridos com dinheiro de origem ilícita.

Após ser localizado no Tatuapé, o automóvel de luxo foi levado para o 30º Distrito Policial para a formalização do cumprimento da ordem judicial.

A polícia não divulgou o modelo do veículo, mas as fotos mostram uma Lamborghini Urus Performante, avaliada entre R$ 3,9 milhões e R$ 4,3 milhões no Brasil, segundo a Via Itália, representante da marca italiana no país.

As investigações continuam e a polícia não descarta a localização de outros veículos, imóveis e contas bancárias ligadas ao esquema.

Veículo de luxo foi apreendido durante nova ação da Operação Vérnix — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Veículo de luxo foi apreendido durante nova ação da Operação Vérnix — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Operação Vérnix

A Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação prendeu a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o chefe da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e parentes dele. A investigação começou em 2019 e passou por quatro fases.

A apuração teve início após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O material fazia referências à estrutura do PCC, a integrantes da facção e a possíveis planos de ataques contra agentes públicos.

A análise dos documentos levou os investigadores até uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau, que, segundo a investigação, seria usada como empresa de fachada para lavar dinheiro do crime organizado.

Na etapa seguinte, a polícia apreendeu um celular que revelou informações sobre a movimentação de recursos da facção e a atuação de intermediários, entre eles Deolane Bezerra e Emerson de Souza.

Com o avanço da investigação, relatórios financeiros apontaram, segundo a polícia, movimentações milionárias, depósitos fracionados, uso de empresas de fachada e ocultação de patrimônio.

A Operação Vérnix passou a investigar a participação de Deolane e de outros alvos no suposto esquema de lavagem de dinheiro. A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos.

Veículo de luxo foi apreendido durante nova ação da Operação Vérnix — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Veículo de luxo foi apreendido durante nova ação da Operação Vérnix — Foto: Polícia Civil/Divulgação