A taxa de desemprego em seis das principais regiões metropolitanas do país ficou em 15% em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O desemprego praticamente não se alterou em relação ao mês de junho, quando estava em 14,8%, mas subiu em relação a julho de 2008, quando estava em 14,6%.

Na comparação com junho, a alta do desemprego foi resultado do fechamento de 9 mil vagas, além da entrada de 45 mil pessoas no mercado de trabalho, levando o número estimado de desempregados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal a 3,029 milhões.

Regiões

Na passagem de junho para julho, a taxa de desemprego diminuiu no Distrito Federal, para 15,9%, Recife (18,9%) e Salvador (20,9%). A taxa da capital baiana foi a maior entre as pesquisadas.

Em Belo Horizonte e Porta Alegre as taxas ficaram estáveis em 11% e 12%, respectivamente. O desemprego subiu apenas em São Paulo, de 14,2% para 14,8%. O nível de ocupação apresentou variação negativa de 0,1% em julho, o que resultou no fechamento de 9 mil ocupações.

Em termos setoriais, o desempenho foi puxado pelo setor de serviços, que demitiu 77 mil pessoas no mês. Já o comércio criou 32 mil vagas, a indústria abriu 13 mil postos de trabalho, a construção civil criou 11 mil vagas e o agregado “outros setores” teve criação de 12 mil empregos.

No caso do comércio, julho foi o terceiro mês consecutivo de criação de postos de trabalho. Na indústria, foi o primeiro mês positivo após sete meses consecutivos de corte de vagas. O rendimento médio real dos ocupados variou 0,1% em junho ante maio e -0,2% ante junho de 2008, para R$ 1.202,00. A massa de rendimento dos ocupados subiu 0,5% ante maio e 1,2% ante junho de 2008.

São Paulo

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo voltou a subir no mês de julho, para 14,8%, depois de ter caído para 14,2% em junho. O nível de 14,8% repete a taxa de desemprego de maio deste ano. O contingente de desempregados aumentou em 67 mil pessoas, para 1,562 milhão.

O nível de ocupação caiu 0,4%, ou 39 mil vagas, puxado, principalmente, pelo fechamento de 67 mil postos no setor de serviços. O grupo agregado outros setores, que inclui construção civil e serviços domésticos, fechou 4 mil vagas no mês. O comércio criou 30 mil ocupações e a indústria, 2 mil. O rendimento médio real dos ocupados caiu 0,3% em junho ante maio e 2,3% ante julho de 2008, para R$ 1.226,00. A massa de rendimento dos ocupados não variou ante maio e caiu 2,3% ante junho de 2008.