A safra 2011-2012 da uva de mesa na região prossegue até novembro e deve chegar, segundo a Coordenadoria de Assistência Técnica e Integral (Cati) de Dracena, a 681.220 caixas de sete quilos, ou seja, mais de 4,7 mil toneladas do produto. Em 16 municípios da região, estão plantados 110.760 mil pés de pés de uvas de diversas variedades.
A maior parte da colheita é vendida para grandes centros e vários estados do País. Tupi Paulista se mantém com a maior área de plantio e produção. São 83 mil pés, cultivados em cerca de 170 hectares, correspondendo a 75% da plantação regional.
A colheita prevista no município pela Cati na safra atual é de 581 mil caixas de sete quilos, ou seja, mais de 80% da produção das 16 cidades de abrangência da Coordenadoria.
Mesmo com a uva de boa qualidade e a produtividade alta, a área de plantio caiu drasticamente na região nos últimos anos, uma média de 70%, segundo o coordenador da Cati, engenheiro agrônomo, Luiz Alberto Pelozo. “A região chegou a ter uma faixa de 170 mil a 180 mil pés cultivados”, informa.
Entre os motivos da redução do plantio, na avaliação de Pelozo estão o preço baixo pago pelo produto, a distância entre os locais de produção e dos centros compradores em larga escala, dificultando a logística de transporte e um dos principais, a falta de mão-de-obra, absorvidas principalmente pelas usinas de álcool.
Junto a isso, segundo o agrônomo, há a evasão dos jovens, filhos dos pequenos produtores rurais da região, que não querem mais se fixar no campo, impossibilitando a continuidade da cultura apenas pelos pais. “Isso também está ocorrendo com o café e a acerola na região”, informa Pelozo.
Outro motivo pela redução do plantio se deve ao avança da cana-de-açúcar.
MAIOR PRODUÇÃO – Tupi Paulista deverá colher na safra 2011-2012, aproximadamente 4.200 toneladas de uva. Segundo o secretário municipal da Agricultura e tesoureiro da Associação dos Viticultores da Região de Tupi Paulista (AvirTupi), João Zambon, a uva produzida em Tupi Paulista é comercializada para a maioria dos estados brasileiros.
O preço, segundo ele, que também é produtor rural, não é muito animador para os viticultores. “O custo de produção elevou muito, o óleo diesel, inseticidas e o salário mínimo rural (R$ 690 brutos)”, aponta.
Segundo Zambon, a safra atual teve início em junho. “A uva é vendida logo após a colheita, é um produto que exige cuidados por ser perecível. A produção média é de 25 toneladas por hectare, temos a previsão de colhermos cerca de 4.250 toneladas”, informa o secretário e produtor.
O quilo da uva de boa qualidade está sendo pago para o produtor na faixa de R$ 2,60 a R$ 2,70.
“Nesse ano, a produção será boa, o tempo ajudou, não ficou tão nublado e choveu pouco na época da poda de reforma das parreiras, a luminosidade ajuda na reforma”, explica Zambon.
Ao contrário do que acontece nos anos de muita chuva no período de reforma das parreiras, principalmente em janeiro e fevereiro, as parreiras ficam sujeitas a fungos e ocorre a queda na safra.
Tupi Paulista possui cerca de 40 produtores, 27 pertencem à AvirTupi. O município produz uvas de mesa finas, das variedades rubi, bernitaka, brasil e itália e a niágara que é que mais se expandiu e responsável pela maior parte da produção no município.














