O segredo menos bem guardado no Corinthians é que a diretoria deseja negociar Emerson. E não é de hoje. Sem candidatos a assumir o pagamento do salário do atacante, na casa dos R$ 350 mil mensais, Mano Menezes vê nele a esperança para melhorar o ataque da equipe.
Emerson será titular neste domingo, às 19h30, contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista. Ele entra no lugar de Guerrero. O Corinthians tenta evitar no interior a quinta derrota seguida, o que igualaria recorde negativo de 2007. Nas últimas quatro rodadas, o time, último colocado do grupo B, fez apenas dois gols.
“Eu escuto falar que querem negociá-lo, mas ninguém me disse nada. Por mim, ele fica até o fim do contrato [junho de 2015]”, diz o empresário do atacante, Reinaldo Pitta. Emerson é o último objetivo da diretoria para fechar a reformulação. O desempenho dele no Brasileiro do ano passado, após a queda na Libertadores, foi considerado muito ruim. E ainda há o desgaste com as organizadas.
Ao lado de Pato (já negociado com o São Paulo), ele era alvo dos torcedores que invadiram o centro de treinamento no sábado passado. “Emerson é jogador do Corinthians e está à disposição”, resumiu o técnico alvinegro, deixando claro que nunca pensou em deixá-lo de lado.
Autor dos dois gols contra o Boca Juniors que deram ao Corinthians, em 2012, o inédito título da Libertadores, Emerson vai fazer dupla no ataque com Romarinho , outro perseguido por parte da torcida, mas que, por enquanto, parece não correr risco de ser negociado. Com a volta da dupla de zaga titular (Paulo André e Gil), suspensa contra o Bragantino, Mano deverá manter Ramíres e Zé Paulo na armação.














