A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de Dracena completa hoje (27), 40 anos de fundação. O aniversário será comemorado na sede da entidade (ao lado da Rede Gonzaga de Ensino Superior), com a presença de autoridades, alunos, seus familiares e ex-presidentes da escola. Haverá apresentações da fanfarra ‘Sons e Letras’, do coral ‘Apae Em Canto’ e a estreia de um grupo musical, a partir das 9 horas.
Nesses 40 anos de fundação muita coisa mudou. Fundada em 1972 por José Carlos Morri (já falecido), a Apae iniciou suas atividades em uma residência na rua Tomé de Souza e exigia certos cuidados. Somente em 1986, a Prefeitura cedeu um terreno e finalmente foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1989. Nessa época, Daniel Pagnozzi, era o presidente da entidade. Hoje o atual presidente é Arnaldo Registro. O local doado pela Prefeitura é onde funciona atualmente a Apae.
Segundo a diretora pedagógica, Ivone Fávero, que está na instituição há 28 anos, o atendimento era um pouco precário quando a escola iniciou suas atividades. “Era apenas quatro salas de aula para atender 25 alunos. Faltavam materiais pedagógicos e profissionais capacitados.”
Atualmente são 15 salas de aula, 68 funcionários, entre eles, professores em salas de aulas e profissionais como psicóloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, nutricionista, assistente social, coordenador pedagógico e um clínico geral. Todos para levar maior conforto aos 193 alunos especiais, moradores de Dracena, Junqueirópolis e Irapuru.
Na escola, os alunos desenvolvem atividades tais como, natação em piscina aquecida, canto, fanfarra, informática, educação física, artes, ecoterapia, horticultura, coleta seletiva (terreno rural), atividades complementares, entre outras, em período integral e através de atendimento ambulatorial.
Além das aulas, a Apae oferece o serviço de inclusão social no mercado de trabalho.
“Empresas interessadas em contratar alunos da entidade precisam procura a instituição. A rede Troyano de supermercados e a empresa Medral têm parceria com a escola e já possuem quatro alunos trabalhando” informou Nilton Nakano, diretor executivo, ressaltando que existe todo um processo de treinamento onde o aluno vai trabalhar com o acompanhamento do assistente social da Apae.
A Apae tem parceria com escolas através de projetos, tais como, o Projeto Canções, do Colégio Anglo Cid; Projeto Sinfonia, do Colégio Objetivo; Projeto Cão Cidadão, com os alunos da Unesp, que desenvolve um trabalho utilizando cães; Projeto Policial Amigo, com a sargento Luzinete, da Polícia Militar, através do Proerd, adaptado aos alunos e atividades com as escolas Fisk e Kumon.
A escola também oferece uma vez por semana, para as mães dos alunos, aulas de hidroterapia. “O fisioterapeuta trabalha a autoestima e o relaxamento, para que elas possam ter uma qualidade de vida melhor”, finalizou a coordenadora pedagógica, Ivone Fávero.
AJUDA – A Apae recebe contribuições de vários pais que se propõem a trabalhar através do voluntariado, desenvolvendo atividades como crochê e bordados. Uma vez ao ano, a escola promove a Feira da Bondade, onde os produtos confeccionados são vendidos para arrecadar dinheiro para a manutenção da entidade.
Um dos exemplos de voluntariado e mãe de aluno é a dona de casa, Joana Verga Vitolo, que colabora com a Apae há 28 anos. “Posso acompanhar o aprendizado do meu filho de perto, essa é uma forma de retribuir todo o carinho que a escola remete a ele. Sinto-me útil aqui, é como uma terapia”.
A instituição recebe ainda uma vez por semana, o atendimento de um dentista que também trabalha como voluntário.
SATISFAÇÃO – O aluno Paulo Amaral, de 54 anos, que estuda na entidade desde a fundação, comentou que o aprendizado é muito importante. “Sempre gostei de estudar aqui. Agora está tudo muito moderno, em relação ao início dos trabalhos da entidade. Sou auxiliar técnico do professor de educação física na aula de futebol, acompanho o trabalho dele”.














